José Carlos de Almeida - Projeto Criança em Movimento Obesidade Infantil em Maracaju

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

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Médicos não estão avisando pais que seus filhos estão acima do peso


Claro, nenhum pai quer ouvir que seu filho é gordo. Mas se essa informação vier de um médico, é mais do que um simples desagrado: é pertinente para a saúde da criança, o que é sem dúvida mais importante que sua aparência.
No entanto, um novo estudo americano descobriu que médicos e outros profissionais de saúde podem ser reticentes em avisar os pais que seus filhos estão acima do peso.
Na pesquisa, menos de um quarto dos pais de crianças com sobrepeso se lembram de alguma vez ter ouvido que seu filho tinha um problema de peso.
Nos EUA, essa constatação é preocupante, especialmente nesta época em que aproximadamente 17% (ou 12,5 milhões) das crianças e adolescentes são obesos, segundo dados do Centro para Controle e Prevenção de Doenças americano. E a tendência se alastra em outros países.
Mesmo para os pais de crianças que são claramente obesas, apenas cerca de metade recordam de um médico ter mencionado uma preocupação de peso.
E porque isso acontece? Sendo os pesquisadores, pode ser que os médicos hesitam em discutir o assunto devido ao estigma da obesidade. Também, alguns profissionais de saúde podem não estar familiarizados com o índice de massa corporal, gráficos e definições relacionadas com sobrepeso e obesidade. Ou, alguns médicos podem não ser diligentes o suficiente para tornar a mensagem clara, particularmente para os pais que não a querem ouvir.
Porém, essa mensagem é crucial por três motivos básicos: vários estudos têm mostrado que os pais subestimam a gravidade do peso de seus filhos; os pais seriam mais propensos a acreditar que seu filho está muito gordo e melhorar sua dieta se um médico lhe dissesse isso, e manter um peso saudável quando criança é mais fácil do que mais tarde na vida, especialmente se o adulto tem um histórico de estar acima do peso.
A boa notícia do estudo, no entanto, é que as populações de maior risco para a obesidade infantil – crianças afro-americanas, hispânicas e as mais pobres no seguro de saúde público – tinham maior probabilidade de serem avisadas sobre o excesso de peso ou obesidade.[LiveScience]
FONTE: http://hypescience.com/medicos-nao-estao-avisando-pais-que-seus-filhos-estao-acima-do-peso/

Publicidade infantil invade a TV



A maior parte das propagandas diz respeito a produtos com baixos valores nutricionais, com grandes quantidades de açúcar, sódio ou refrigerantes. Além disso, a publicidade pode incentivar a erotização precoce
Por Clara Roman, Carta Capital
Sem leis que regulamentem exclusivamente a publicidade infantil, anúncios para crianças pipocam na programação nas tevês brasileiras. Uma pesquisa recente do Instituto Alana, que monitorou 15 canais pouco antes do Dia das Crianças, constatou que 64% das propagandas são direcionadas para este público. O estudo focou em canais da TV aberta, como Globo, SBT, Bandeirantes e Record, e em canais da tevê fechada exclusivos para o público infantil, como Cartoon Network, Discovery Kids e Disney XD.
A empresa de brinquedos Mattel foi o destaque da pesquisa como a que mais anuncia para crianças. Em segundo lugar, a também multinacional Hasbro. A falta de legislação sobre o assunto permite que a publicidade infantil transcorra livremente. Mas, segundo o Instituto Alana, reclamações de pais são bastante comuns. O Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (CONAR) é financiado pelas próprias empresas e não tem caráter governamental.
“As empresas sabem que as crianças influenciam a compra”, afirma Gabriela Vuolo, do Instituto Alana. A lei Nº5921 de 2001, que tramita há dez anos sem aprovação, proíbe a publicidade e “comunicação mercadológica” dirigida ao público infantil. Dentre os argumentos contra a propaganda, está a falta de discernimento das crianças como espectadoras. Segundo Vuolo, até os 12 anos a pessoa ainda não entende qual é a intenção da publicidade. Até os oito, nem mesmo percebe o que faz parte da programação normal do canal.
A publicidade infantil, explica Vuolo, é interessante para as empresas porque fidelizam desde cedo as crianças aos seus produtos. “Ao mesmo tempo, a publicidade passa valores distorcidos, estimulando o consumismo e a ideia de que é necessário ter para ser alguém”, acrescenta.
Vencedora do prêmio-protesto “Empresa mais Manipuladora” do Alana, a Mattel manifestou que é uma companhia comprometida com o desenvolvimento infantil e acredita nos “benefícios do brincar”. Além disso, afirma que respeita a legislação brasileira e analisa as recomendações feitas pelo Conar. Para o Instituto Alana esse é justamente o problema.
Para as empresas, não há necessidade de infringir as leis, pois elas são suficientemente permissivas. O Conar, por sua vez, não mantém boas relações com o Instituto. No início do ano, o Alana enviou uma “denúncia” ao órgão contra uma campanha do McLanche Feliz veiculada durante o trailer de animação infantil “Rio”. A negativa do Conar veio acompanhada do veto do relator do processo com a seguinte frase: “Vale a fantasia de trocarmos o nome Instituto por outro mais característico – a bruxa Alana, que odeia criancinhas”. Desde então, o Alana deixou de enviar pedidos ao órgão de autoregulamentação.
O Alana questiona a validade do Conselho, com financiamento e participação de anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação. O Conar, por sua vez, afirma que o Alana é uma entidade “que tem como grande objetivo na vida proibir publicidade para crianças e adolescentes, mas desconsidera a opinião dos pais e a educação familiar”, segundo a assessoria de imprensa.
Vuolo alerta para alguns perigos principais da publicidade. Uma questão ética permeia o debate, já que os anúncios estimulam o consumo inconsciente para um público que não tem a capacidade de fazer essa reflexão, contrariando o discurso em voga da sustentabilidade. Há também o estresse dos pais causado pelo “fator amolação”, quando as crianças infernizam os pais até que seus desejos sejam acatados. Os pais muitas vezes cedem, mesmo que isso signifique endividar-se depois.
“O pai fica numa situação de ‘Davi contra Golias’: a indústria diz que tem que comprar e joga para o pai a tarefa de dizer não”, explica ela. Há outros riscos como o estímulo à obesidade infantil. A maior parte das propagandas diz respeito a produtos com baixos valores nutricionais, com grandes quantidades de açúcar, sódio ou refrigerantes. Além disso, a publicidade pode incentivar a erotização precoce, como em um caso recente de uma marca de sutiãs que vendia peças com enchimento para meninas de 6 anos – com ilustrações do personagem “Sininho”, do filme “Peter Pan”. “A situação para as empresas é muito confortável. Mas as crianças acabam prejudicadas”, afirma Vuolo.
FONTE: http://ponto.outraspalavras.net/2011/12/07/publicidade-infantil-invade-tv/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cartilha é instrumento para tornar alimentação nas escolas mais saudável e reduzir obesidade infantil





A Secretaria Municipal de Saúde (Semed) lança a Cartilha Cantina Saudável, visando melhorar o atendimento nas cantinas das escolas públicas e privadas de Campo Grande que, desde a instituição da lei 4.992 (de 30 de setembro), estão proibidas de comercializar determinados produtos alimentícios, cuja ingestão em excesso pode prejudicar a saúde. Dentre as maiores preocupações dos nutricionistas está a questão da obesidade. Estudos mostram que cerca de 27% dos alunos crianças ou adolescentes estão acima do peso.
Na manhã desta segunda-feira (5), na sede da secretaria, houve o lançamento da Cartilha Cantina Saudável, que servirá de base de treinamento aos cantineiros, que passarão por uma semana de curso de capacitação na área, conforme a secretária de Educação, Maria Amendola da Motta.
“Todos os cantineiros não só da rede municipal, mas da estadual e da privada, foram convidados para a capacitação. Acredito que as principais questões são relacionadas ao hábito. Muitos dos bons hábitos alimentares já temos em casa, como não consumir fritura demais, ou refrigerante demais. O que deveria também ser seguido na escola”, explica.
Quanto à fiscalização do cumprimento à lei, Maria Amendola relata que ficará a cargo da própria administração da unidade educacional. “A fiscalização dentro da escola é do próprio gestor. Com relação à limpeza, à energia elétrica, tudo isto é obrigação dele. Agora, a questão da alimentação, também.”
Mudança de hábito
Para a nutricionista Lidiane Theodorico Britts – uma das responsáveis pelo material didático –, uma modificação na quanto ao que consumimos é fundamental para uma vida mais saudável. “Esta cartilha foi baseada nas tendências alimentares atuais e na questão do excesso de peso. É para justificar o projeto Cantina Saudável, ou seja, a importância de uma alimentação mais adequada e da higiene correta com relação à manipulação de alimentos.”
Lidiane lembra que os dados são alarmantes por ora. “Vale lembrar que, conforme dados do Ministério da Saúde, Campo Grande é a quarta Capital no ranking de obesos. Temos 47% de obesidade dentro da população. Artigos publicados recentemente em revistas especializadas, mostram que entre 23% e 27% dos alunos da rede municipal são crianças obesas.”
Nova lei
Campo Grande possui, 93 escolas municipais, 86 estaduais, 180 particulares e 1 federal. A partir de fevereiro de 2012, todas elas estarão sujeitas à lei 4.992, de 30 de setembro deste ano. A legislação ordena a proibição de venda de mercadorias artificiais ou industrializadas, como: balas, pirulitos, chiclete, biscoito recheado, refrigerante, suco artificial, salgadinho industrializado, frituras, pipoca industrializada, bebidas alcoólicas, alimentos industrializados com mais de 10% de gordura saturada e alimentos preparados com gordura vegetal hidrogenada.
De acordo com a nutricionista Lidiane Britts, o consumo em excesso destes produtos podem ter resultados prejudiciais para o organismo. “Temos estudos que apontam o risco do uso abusivo destes alimentos. Por exemplo, o corante, pode acarretar em câncer intestinal. A obesidade, provocada pelo excesso de gordura, pode incorrer em hipertensão. Tudo isto, acaba prejudicando a sociedade como um todo, pois são mais pessoas para recorrerem ao sistema de saúde, por exemplo. Esta lei e – com auxílio desta cartilha – é uma prevenção. É para que, daqui a alguns anos, não possamos ter graves consequências.”
A lei é motivo de pedido de liminar da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), que aponta que pode ocorrer um prejuízo financeiro às empresas. Para a secretária de Educação, Maria Amendola, não há este risco. “Ora, é uma questão de substituição. Uma questão de, por exemplo, deixar de vender um pastel frito e vender um assado. Fiquei surpresa com este pedido da Fiems, já que, achei que uma lei que é para beneficiar a saúde da sociedade deveria ser aceita de bom grado.”
Para Lidiane Britts, se a lei deixar de ser implantada, haverá “um retrocesso”. “Se a Fiems ganhar esta liminar, vamos ver, lá na frente [no futuro], consequencias, como o aumento nos casos da obesidade, e demais problemas, relacionados à alimentação inadequada.”
Para a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares de Mato Grosso do Sul, Maria da Glória Barcellos, tudo também é uma questão de “substituição” e de “saber a importância do projeto”. “As escolas particulares adotarão todas as medidas que serão dadas pela rede municipal e estadual. Quanto ao projeto, o importante é a escola e a cantina saberem que, é uma mudança de atitude. É esta mudança de atitude na criança que será a mola propulsora para mudança na família, porque nossas crianças têm este caráter de repassar o que aprende. Os benefícios do projeto são os de conscientizar os alunos de que mudanças no seu dia a dia são para uma vida mais saudável.”
Mandamentos para alimentação saudável
A cartilha traz o que chama de dez mandamentos para uma melhor forma de se alimentar: comer frutas e verduras; para cada duas colheres de arroz, comer uma de feijão; evitar gorduras e frituras; usar mensalmente uma colher de óleo para cada duas pessoas da casa; realizar três refeições principais e um lanche no dia; comer com calma e não diante da TV; evitar doces e alimentos calóricos; comer de tudo, mas caprichar nas verduras, legumes, frutas e cereais; praticar atividades físicas; controlar o estresse.
Quanto ao cronograma de mudanças, a cartilha traz três meses de adaptação para os cantineiros. Dentre as dicas dadas aos empresários estão: colocar figuras e fotografias de alimentos saudáveis no estabelecimento; desenvolver receitas novas (no curso também será oferecido este serviço aos cantineiros); deixar os alimentos mais saudáveis sempre à vista da gurizada; conversar com os clientes sobre as vantagens deste tipo de alimento; pedir aos fornecedores cartazes sobre frutas e poupas, por exemplo; etc.

Fonte: Marcelo Eduardo - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semed) lança a Cartilha Cantina Saudável, visando melhorar o atendimento nas cantinas das escolas públicas e privadas de Campo Grande que, desde a instituição da lei 4.992 (de 30 de setembro), estão proibidas de comercializar determinados produtos alimentícios, cuja ingestão em excesso pode prejudicar a saúde. Dentre as maiores preocupações dos nutricionistas está a questão da obesidade. Estudos mostram que cerca de 27% dos alunos crianças ou adolescentes estão acima do peso.
Na manhã desta segunda-feira (5), na sede da secretaria, houve o lançamento da Cartilha Cantina Saudável, que servirá de base de treinamento aos cantineiros, que passarão por uma semana de curso de capacitação na área, conforme a secretária de Educação, Maria Amendola da Motta.
“Todos os cantineiros não só da rede municipal, mas da estadual e da privada, foram convidados para a capacitação. Acredito que as principais questões são relacionadas ao hábito. Muitos dos bons hábitos alimentares já temos em casa, como não consumir fritura demais, ou refrigerante demais. O que deveria também ser seguido na escola”, explica.
Quanto à fiscalização do cumprimento à lei, Maria Amendola relata que ficará a cargo da própria administração da unidade educacional. “A fiscalização dentro da escola é do próprio gestor. Com relação à limpeza, à energia elétrica, tudo isto é obrigação dele. Agora, a questão da alimentação, também.”
Mudança de hábito
Para a nutricionista Lidiane Theodorico Britts – uma das responsáveis pelo material didático –, uma modificação na quanto ao que consumimos é fundamental para uma vida mais saudável. “Esta cartilha foi baseada nas tendências alimentares atuais e na questão do excesso de peso. É para justificar o projeto Cantina Saudável, ou seja, a importância de uma alimentação mais adequada e da higiene correta com relação à manipulação de alimentos.”
Lidiane lembra que os dados são alarmantes por ora. “Vale lembrar que, conforme dados do Ministério da Saúde, Campo Grande é a quarta Capital no ranking de obesos. Temos 47% de obesidade dentro da população. Artigos publicados recentemente em revistas especializadas, mostram que entre 23% e 27% dos alunos da rede municipal são crianças obesas.”
Nova lei
Campo Grande possui, 93 escolas municipais, 86 estaduais, 180 particulares e 1 federal. A partir de fevereiro de 2012, todas elas estarão sujeitas à lei 4.992, de 30 de setembro deste ano. A legislação ordena a proibição de venda de mercadorias artificiais ou industrializadas, como: balas, pirulitos, chiclete, biscoito recheado, refrigerante, suco artificial, salgadinho industrializado, frituras, pipoca industrializada, bebidas alcoólicas, alimentos industrializados com mais de 10% de gordura saturada e alimentos preparados com gordura vegetal hidrogenada.
De acordo com a nutricionista Lidiane Britts, o consumo em excesso destes produtos podem ter resultados prejudiciais para o organismo. “Temos estudos que apontam o risco do uso abusivo destes alimentos. Por exemplo, o corante, pode acarretar em câncer intestinal. A obesidade, provocada pelo excesso de gordura, pode incorrer em hipertensão. Tudo isto, acaba prejudicando a sociedade como um todo, pois são mais pessoas para recorrerem ao sistema de saúde, por exemplo. Esta lei e – com auxílio desta cartilha – é uma prevenção. É para que, daqui a alguns anos, não possamos ter graves consequências.”
A lei é motivo de pedido de liminar da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), que aponta que pode ocorrer um prejuízo financeiro às empresas. Para a secretária de Educação, Maria Amendola, não há este risco. “Ora, é uma questão de substituição. Uma questão de, por exemplo, deixar de vender um pastel frito e vender um assado. Fiquei surpresa com este pedido da Fiems, já que, achei que uma lei que é para beneficiar a saúde da sociedade deveria ser aceita de bom grado.”
Para Lidiane Britts, se a lei deixar de ser implantada, haverá “um retrocesso”. “Se a Fiems ganhar esta liminar, vamos ver, lá na frente [no futuro], consequencias, como o aumento nos casos da obesidade, e demais problemas, relacionados à alimentação inadequada.”
Para a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares de Mato Grosso do Sul, Maria da Glória Barcellos, tudo também é uma questão de “substituição” e de “saber a importância do projeto”. “As escolas particulares adotarão todas as medidas que serão dadas pela rede municipal e estadual. Quanto ao projeto, o importante é a escola e a cantina saberem que, é uma mudança de atitude. É esta mudança de atitude na criança que será a mola propulsora para mudança na família, porque nossas crianças têm este caráter de repassar o que aprende. Os benefícios do projeto são os de conscientizar os alunos de que mudanças no seu dia a dia são para uma vida mais saudável.”
Mandamentos para alimentação saudável
A cartilha traz o que chama de dez mandamentos para uma melhor forma de se alimentar: comer frutas e verduras; para cada duas colheres de arroz, comer uma de feijão; evitar gorduras e frituras; usar mensalmente uma colher de óleo para cada duas pessoas da casa; realizar três refeições principais e um lanche no dia; comer com calma e não diante da TV; evitar doces e alimentos calóricos; comer de tudo, mas caprichar nas verduras, legumes, frutas e cereais; praticar atividades físicas; controlar o estresse.
Quanto ao cronograma de mudanças, a cartilha traz três meses de adaptação para os cantineiros. Dentre as dicas dadas aos empresários estão: colocar figuras e fotografias de alimentos saudáveis no estabelecimento; desenvolver receitas novas (no curso também será oferecido este serviço aos cantineiros); deixar os alimentos mais saudáveis sempre à vista da gurizada; conversar com os clientes sobre as vantagens deste tipo de alimento; pedir aos fornecedores cartazes sobre frutas e poupas, por exemplo; etc.

Fonte: Marcelo Eduardo - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Nutrição em grupo é alternativa para estimular o emagrecimento

Thassiana Macedo - 06/12/2011
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade um dos dez principais problemas de saúde pública do mundo. Os casos vêm crescendo em ritmo alarmante no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população adulta brasileira está acima do peso. Para nutricionistas, a dificuldade está na adesão à necessária mudança de hábitos, problema que poderia ser resolvido com grupos de apoio à nutrição saudável.
Quem quer emagrecer sempre reclama de como é difícil ter que parar de comer todas as coisas que gosta e está acostumada, ainda mais se todos à sua volta exibem as tentações. Analisando depoimentos de pacientes que apresentavam estas dificuldades para emagrecer ou para manter uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios físicos, a nutricionista Danielly Milani Santiago desenvolveu um programa nutricional em forma de grupo de apoio para o tratamento de deficiências alimentares. “O objetivo é facilitar a reeducação alimentar ao fazer as pessoas ficarem mais perto do nutricionista já que os encontros são semanais. Com isso o paciente recebe dicas, é pesado e acompanhado toda semana. E com outro benefício, por ser um atendimento em grupo, o custo da consulta sai mais em conta”, frisa.
Se uma consulta mensal chega a custar, em média, R$ 100 a R$ 150, o acompanhamento semanal em grupo pode variar de 40% e 60% desses valores, dependendo do número de pessoas participantes.
Para a especialista, além dessa vantagem, outro diferencial do atendimento em um grupo de apoio à reeducação alimentar é o contato regular com a nutricionista e a troca de experiências com outras pessoas. “Isso permite a troca de receitas e de experiências. As pessoas fazem relatos de que enfrentam muita fome em determinados horários, demonstrando que não é só uma ou outra que enfrenta essa dificuldade em seu dia-a-dia.
A alimentação envolve a questão psicológica e o grupo ajuda no alívio de ansiedades”, esclarece Danielly Milani.
Se é difícil dar o primeiro passo para a reeducação alimentar para o emagrecimento saudável, fazer parte de um grupo que enfrenta as mesmas dificuldades ou tem experiências positivas funciona como estímulo para que outras pessoas também consigam atingir seus objetivos, segundo a nutricionista. “Com certeza, isso estimula. Podemos ver isso através do hábito de passar para as amigas aquela dieta da moda. Uma pessoa passa informações para a outra com o intuito de formar um grupo, mas, teoricamente, estas não são ideais. O problema é a falta de orientação profissional”, explica. Dessa atitude surgem os problemas com as dietas, que, ao invés de ajudar a emagrecer, causam problemas à saúde, como desnutrição e o efeito sanfona. “Se o grupo começa a fazer uma alimentação balanceada com orientações corretas, é possível alcançar o emagrecimento saudável”, completa Danielly Milani.
FONTE:  http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SA%DADE,54432

Prefeitura de Manaus lança campanha contra o sedentarismo

[ i ] Lançamento do programa será um piloto através do qual a prefeitura pretende dimensionar o interesse das pessoas pela prática de exercícios. Foto: Danilo Mello/Acervo-DA

A ideia é fazer com que um cronograma de atividades seja estabelecido pela coordenação a partir desta primeira iniciativa.
Manaus - O sedentarismo é hoje um dos fatores mais relacionados às doenças cardiocirculatórias, causadoras de infarto e obesidade, o que já foi comprovado cientificamente.
É para combater esse problema que as secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e de Saúde (Semsa), estarão lançando nesta terça-feira (6), a partir das 17h, no Parque dos Bilhares, um piloto do Programa Mova-se, Diga Não ao Sedentarismo, que visa estimular na população o gosto pela prática de atividades corporais, monitoradas por profissionais de educação física, em parque de uso público mantido pelo município.
Técnicos em saúde, do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Semsa, acompanharão as atividades. A ideia é fazer com que um cronograma de atividades seja estabelecido pela coordenação a partir desta primeira iniciativa.
Além das atividades físicas, serão oferecidos também serviços de aferição de glicose e hipertensão arterial para os participantes. Após a caminhada, os participantes que tiverem bicicleta poderão participar da pedalada promovida semanalmente no parque, pelo grupo Pedala Manaus.
O lançamento do programa será um piloto através do qual a prefeitura pretende dimensionar o interesse das pessoas pela prática de exercícios para estabelecer o cronograma de trabalho a ser seguido. O programa consistirá basicamente na prática da caminhada e do ciclismo.
O gestor de Parques, da Semmas, Edson Marques, que também é professor de Educação Física, explica que após sessão de alongamento, os participantes receberão instruções sobre como caminhar da forma mais correta (posicionamento do braço, ritmo, velocidade, entre outras orientações).
A gerente de Controle de Doenças e Agravos, da Semsa, Maria de Fátima Marques Mota, uma das coordenadoras do programa, explica que quem estiver no parque a partir das 17h poderá se integrar à ação.
A pedalada começará às 19h. “O objetivo do programa é inovar levando as pessoas a fazer caminhadas orientadas e tornar essa prática uma rotina”, afirmou, recomendando o uso de roupas leves e tênis apropriado para aderir ao programa.
FONTE:  http://d24am.com/noticias/saude/prefeitura-de-manaus-lanca-campanha-contra-o-sedentarismo/43648

Sete comidas que você nunca deve comer

Descubra quais são os 7 alimentos que você deve evitar a todo custo para ter uma dieta mais limpa e uma vida mais saudável

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(Crédito: Jetsetmodels / Shutterstock.com)
(Crédito: Jetsetmodels / Shutterstock.com)
Uma dieta limpa significa escolher frutas, verduras e carnes plantados ou criados, colhidos e vendidos com o mínimo de processamento possível
 
Os cientistas de alimentos estão colocando a mostra alguns alimentos carregados de toxinas e produtos químicos – e dicas simples de uma dieta mais “limpa” e cheia de alimentos saudáveis.
 
 
Uma dieta limpa significa escolher frutas, verduras e carnes plantados ou criados, colhidos e vendidos com o mínimo de processamento possível. Muitas vezes esses alimentos são orgânicos e raramente (ou nunca) devem conter aditivos. Mas em alguns casos, o método de alguns produtores de alimento não é tão limpo e sustentável. E o resultado disso são danos para a nossa saúde ou para o meio ambiente. Ou ambos.
 
Então veja uma lista de 7 alimentos que não é, necessariamente, uma lista de “proibido comer”, mas que pode ajudar a manter a sua saúde e bem estar.
 
 

Tomates enlatados:

O problema: O revestimento de resina das latas contém bisfenol-A (BPA), um estrogênio sintético que tem sido associado a doenças que vão desde problemas reprodutivos a doenças cardíacas, além de diabetes e obesidade. A acidez característica do tomate faz com que o BPA se infiltre na sua comida. Estudos mostram que o BPA no corpo da maioria das pessoas excede a quantidade que suprime a produção de espermatozóides ou causa danos cromossômicos para os ovos de animais.
A solução: Escolha tomates em frascos de vidro.
 
 

Gado alimentado com grãos:

O problema: O animal se desenvolve comendo grama e não grãos. Mas os fazendeiros de hoje em dia alimentam os seus gados com grãos como milho e soja, que engorda os animais mais rápido para o abate. O problema é que essa prática significa uma perda grande na nutrição oferecida pela carne. Estudos recentes mostram que a carne de gados alimentados com grama tem muito mais betacaroteno, vitamina E, omega-3s além de outros benefícios, se comparado com a carne de gados alimentados com grãos.
A solução: Procure comprar carne de animais alimentados com grama.
 
 

Pipoca de micro-ondas:

O problema: Produtos químicos, incluindo o ácido perfluorooctanóico (PFOA), presentes na bolsa, são parte de uma classe de compostos que pode estar ligada a infertilidade em humanos. Os estudos mostram que o micro-ondas faz com que os químicos se vaporizem e migrem para a sua pipoca. Esses produtos vão se acumulando no corpo ao longo do tempo, e podem ficar lá por anos.
A solução: Faça suas pipocas do jeito convencional – usando uma panela. E para dar sabor use manteiga de verdade ou outras opções.
 
 

Batatas não orgânicas:

O problema: Vegetais de raiz absorvem herbicidas, pesticidas e fungicidas que acabam no solo. No caso da batata – um dos vegetais mais populares – elas são tratadas com fungicidas enquanto estão crescendo e logo em seguida pulverizadas com herbicida. E depois de desenterradas, as batatas são tratadas mais uma vez.
A solução: Procure comprar batatas orgânicas. Lavar muito bem as batatas ainda não é uma solução para tirar todos os produtos químicos dela.
 
 

Salmão de viveiro:

O problema: A natureza não tinha a intenção de que os peixes fossem amontoados em um tanque e alimentados com uma série de coisas alternativas, como soja. Como resultado, o salmão de viveiro é pobre em vitamina D e superior em contaminantes, incluindo os cancerígenos. Além disso, algumas das substancias presentes nesse salmão estão ligadas, também, à obesidade e diabetes.
A solução: Dê preferência aos animais pescados de forma livre e não criados em viveiro.
 
 

Leite produzido com hormônios artificiais:

O problema: Os produtores de leite tratam as suas vacas com hormônios para crescimento bovino (rBST ou rBGH) para aumentar o volume de leite produzido. Mas o rBGH também aumenta a possibilidade de infecções e pode causar até mesmo pus no leite. Ela também aumenta os níveis de insulina e pode gerar câncer nos seres humanos.
A solução: Procure por leites que sejam livres desses hormônios ou cheque os seus níveis e procure pelos mais baixos.
 
 

Maçãs convencionais:

O problema: Se houvesse uma competição entre os frutos para saber qual deles é o mais “megulhado” em pesticidas, a maçã ganharia. Isso acontece porque elas são individualmente enxertadas (descendentes de uma única árvore) para que cada uma conserve o seu sabor característico. Por isso as maçãs desenvolvem uma grande resistência a pragas e são pulverizadas com grande frequência.
A solução: Compre somente maçãs orgânicas.
 
 

Vinho e Saúde: atualizando conhecimentos

Desde a descoberta de que o consumo de vinho era o responsável maior pelo chamado paradoxo francês, ou a constatação epidemiológica de uma baixa incidência de doenças coronarianas em populações com alto consumo de gorduras saturadas na dieta, os estudos a respeito dos efeitos do vinho sobre a saúde se multiplicaram e hoje temos farta informação disponível que nos permite superar dúvidas e afirmar certezas.  Não se trata de uma novidade, considerando que a primeira referência ao uso medicinal do vinho está nos papiros egípcios e sumérios de 2.200 A.C. O famoso estudo internacional coordenado pelo professor Salim Yussuf de Ontário em 2004 sobre fatores de risco para Infarto Agudo do Miocárdio, conhecido como Interheart e que revolucionou as práticas de saúde cardiovascular no mundo, constatou os efeitos protetores do consumo moderado de álcool. Em seu número de junho último, o American Journal of Enology and Viticulture publica uma completa revisão sobre o tema (Wine and Health: a Review –  http://www.ajevonline.org/content/62/4/471.full) feita por dois mestres no tema, os professores John Pezzuto e Jacquelyn Guilford da Universidade Hawaii at Hilo. O trabalho, subsidiado pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA (do qual os dois são pesquisadores graduados há vários anos), fundamenta-se numa análise de 228 dos mais atuais estudos disponíveis na literatura científica mundial.
As conclusões obtidas não deixam margem a dúvidas, confirmando os benefícios para a saúde advindos do consumo regular e moderado de vinho, particularmente vinho tinto rico em polifenóis (substâncias naturais antioxidantes como o resveratrol que bloqueiam os efeitos nocivos dos radicais livres), que tem sido associado à diminuição do risco para problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 e vários cânceres. Os polifenóis também reduzem a agregação das plaquetas (prevenindo o surgimento de trombos) e as inflamações sistêmicas, além de aumentarem a função endotelial com o que evitam a formação do LDL, o mau colesterol. Embora vários componentes como as antocianinas e os flavonóides tenham uma ativa participação, a chave do processo é o resveratrol presente nas sementes e na casca da uva, por alterar o metabolismo lipídico e inibir a oxidação do LDL, tornando-se um potencial cardioprotetor, ademais de se opor ao crescimento de alguns tumores e agir como anti-inflamatório, neuroprotetor, antibacteriano e antiviral, entre outras características.
Consumo regular e moderado significa a ingestão de uma dose (150 ml) por dia para as mulheres e o dobro disso para os homens, mas é preciso considerar condições individuais como idade, genética, porte, uso de medicamentos. As vantagens deste padrão de consumo são perdidas quando beber vinho é algo apenas eventual (só no fim de semana, ainda que a quantidade total ingerida seja a mesma) ou pesado. Os efeitos positivos para a saúde aumentam quando associados a uma dieta saudável, como a mediterrânea que combina o vinho com uma alimentação rica em frutas, vegetais e grãos integrais. Adicionar vinho à dieta de indivíduos saudáveis, que não fumam, praticam exercícios e têm peso controlado resulta em menor ocorrência de infartos e outras doenças, quando comparados aos abstêmios.
Não há uma resposta fácil para a pergunta: qual vinho é o mais saudável? É possível que os mais tânicos e ricos em procianidina, um tipo especial de polifenol. Um exemplo está nos vinhos tintos do sudoeste da França (Cahors, Bergerac) e da ilha italiana da Sardenha que contém até quatro vezes mais procianidina do que os das demais regiões, uma provável razão para a maior longevidade dos seus habitantes. No todo, vinhos tintos são mais benéficos que os brancos. Mesmo se fosse viável  eleger um determinado vinho como sendo o mais saudável, essa verdade poderia mudar no ano seguinte, pois cada safra é influenciada pelo tipo de solo, clima, inseticidas ou variações sazonais. Em essência duas garrafas do mesmo vinho não têm exatamente a mesma composição e os procedimentos de estocagem e o tempo de envelhecimento depois que é vendido podem alterar seu perfil químico.  
O álcool é um reconhecido fator carcinogênico. Não obstante, há evidência de que o consumo moderado de vinho pode diminuir o risco a diversos cânceres, como os de cólon, ovário e próstata. Em pacientes tomando uma taça de vinho ao dia observou-se um menor risco de desenvolver Esôfago de Barrett, um precursor potencial de adenocarcinomas. O artigo proporciona referências detalhadas de estudos especificamente relacionados às interações entre vinho e câncer, assim como para diabetes, hipertensão, efeitos neurológicos, gastrointestinais, entre outros. Enquanto uma ou duas doses ao dia são benéficas, três ou mais podem favorecer a manifestação de sintomas neurodegenerativos, depressão, obesidade, enxaqueca, hipertensão, infarto cardíaco, câncer de mama e demais alterações ligadas ao alcoolismo. A possibilidade de efeitos tóxicos está sempre presente quando não há um rígido controle de contaminantes (resíduos de pesticidas, ácido acético, bactérias, chumbo, etc.) por parte de cada país e de cada região produtora.
O estudo ainda lembra que o vinho não é um substituto para um regime de vida sadio nem para a medicação (e sim um parceiro) eventualmente necessária. Homens e mulheres que consomem vinho de maneira leve ou moderada e que estejam livres de complicações médicas podem, enfim, ficar seguros de que este é um hábito saudável.       
Vitor Gomes Pinto
Escritor. Analista internacional. Doutor em Saúde Pública.
FONTE:  http://www.bemparana.com.br/index.php?n=198293&t=vinho-e-saude-atualizando-conhecimentos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

obesidade01.avi

Drama: Mãe e filha sofrem de obesidade mórbida - SBT

Obesidade e Sono

Sono
Estudos realizados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que mais da metade dos homens brasileiros (52%) e 44% das mulheres estão na faixa do sobrepeso. E ainda, o estudo revela que cerca de 15% da pessoas é obesa.
Outro estudo realizado pelo Instituto de Medicina e do Sono mostraram que a falta de sono influencia na atividade metabólica do corpo, aumenta nos níveis do colesterol (relacionado ao estresse) e baixa capacidade de produção da glicose, que reflete no aumento do apetite e redução do consumo de calorias ingeridas.
É notável que um sono adequado reflita no desempenho nas tarefas realizadas durante o dia, mas também há sérios reflexos em longo prazo na saúde.  Um dos exemplos básicos é a produção do hormônio do crescimento (GH – Growth Hormone) acontece durante a primeira fase do nosso sono profundo, cerca de meia hora após adormecermos. Além disso, ele evita que a gordura se acumule, aumenta o tônus muscular, combate osteoporose e melhora o desempenho físico.  Existem estudos que provam o reflexo na falta de sono na produção do hormônio.
Outro hormônio produzido durante o sono é a leptina, hormônio que controla a saciedade.  Aquelas pessoas que permanecem mais tempo acordado, produzem menos o hormônio leptina e conseqüentemente sentem mais vontade de ingerir mais carboidratos.
O sono é vital par uma qualidade de vida melhor tanto fisiologicamente quanto psicologicamente, portanto podemos ver a clara ligação entre o sono e obesidade nas pessoas. Pesquisas realizadas por um instituto de americano demonstrou que a cada hora de sono a menos aumenta em 20% a possibilidade de um aumento de peso. Acredita-se que o ideal seja pelo menos 7 horas de sono diários, para uma qualidade de vida adequada sem conseqüências para a saúde.
O sono não deixa de ser uma atividade de relaxamento e prazer, portanto as condições para o mesmo devem ser atentamente observadas. Um travesseiro é chave para um bom sono.
Uma sugestão de travesseiro são aqueles com altura regulável e com alpino de corpo, o que aumenta a circulação na área de contato com o corpo e provoca uma sensação de bem estar maior.

FONTE: http://www.emagrecerdicas.com.br/dicas-emagrecer/obesidade-e-sono/

Programa vai combater obesidade e encaminhar pacientes para tratamento ou cirurgia

OLHAR DIRETO
De Rondonópolis – Débora Siqueira
Foto: Reprodução/Ilustração
A partir deste mês a secretaria de Saúde de Rondonópolis fará um levantamento na cidade para descobrir a quantidade de pessoas obesas. O passo seguinte será encaminhar essas pessoas para tratamento da doença, e nos casos mais graves, como de obesidade mórbida, recorrer à colocação de balão intragástrico ou mesmo a cirurgia de redução de estômago.
A gerente do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis, Mariúva Valentin Chaves, que participou de uma reunião em Brasília, na semana passada, explicou que a determinação do Ministério da Saúde é que os programas de combate a obesidade sejam implantados e comecem a funcionar a partir do próximo ano.
“Cerca de 64% da população brasileira está acima do peso. Vamos fazer levantamento para detectar a população obesa de Rondonópolis. A partir do próximo ano as pessoas com obesidade serão tratadas nas unidades de saúde, assim como fazemos no caso dos programas de diabetes e hipertensão. Os pacientes serão encaminhados para fazer atividades físicas, acompanhamento com nutricionistas, encaminhados a médicos ou mesmo para intervenção cirúrgica”, explicou.
Da mesma forma que os agentes comunitários de saúde visitam as residências e descobrem casos subnotificados de diabetes e hipertensão, vão começar a identificar grupos de obesos. Nos postos de saúde as pessoas serão submetidas a verificação do Índice de Massa Corpórea obtida utilizando o peso e altura e depois encaminhadas ao tratamento mais adequado conforme o grau de obesidade.
FONTE: http://www.perspectivasmt.com.br/blog/2011/12/02/programa-vai-combater-obesidade-e-encaminhar-pacientes-para-tratamento-ou-cirurgia/

OBESIDADE INFANTIL INFLUENCIA SISTEMA CARDIOVASCULAR

A cada dia que passa, mais novidades surgem no mercado dos alimentos, principalmente quando se fala em “produtos infantis”. Qual criança não se realiza com um prato de batatas fritas, um super hambúrguer e uma latinha de refrigerante? Porém, quanto pior é a alimentação, maior o número de problemas de saúde, principalmente aqueles que estão diretamente ligados à obesidade. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Fisioterapia da PUC-Campinas, que contou com a participação de 45 crianças, de 9 a 11 anos de idade, obesas, não obesas e obesas mórbidas a fim de identificar problemas precursores de doenças cardíacas.

Segundo Mario Augusto Paschoal, professor responsável pelo estudo, as crianças obesas mórbidas têm grande limitação cardiorrespiratória quando submetidas a esforço, se comparadas a crianças saudáveis da mesma idade. Essa limitação traz uma série de transtornos, como a formação de um ciclo vicioso. "Esse aspecto faz com que as crianças obesas não pratiquem atividade física, devido a desmotivação, e isso as leva a engordar mais ainda e serem mais sedentárias, fechando o ciclo", explicou o pesquisador.

Além disso, outros problemas podem surgir com a obesidade, como a hipertensão arterial, diabetes, o desenvolvimento de doenças vasculares e uma alteração nas taxas de colesterol e triglicérides. Os valores de colesterol bom do grupo de crianças não obesas foram 24% maiores do que o apresentado pelas crianças obesas mórbidas e 16,2% maiores do que o apresentado pelas crianças obesas. Os valores de triglicérides apresentados pelas crianças não obesas foram 39,5% menores do que os valores do grupo de obesos mórbidos e 14,3% menores do que os de triglicérides do grupo de obesos.

"A conclusão a que se chega é que determinados precursores de doenças cardíacas já se mostram presentes nas crianças obesas e obesas mórbidas, mesmo na faixa estudada (9 a 11 anos), ainda pouco explorada pela literatura, o que nos deixa mais preocupados e cientes da necessidade premente de uma intervenção terapêutica, cada vez mais precoce, voltada a essas crianças", concluiu Paschoal.
FONTE: http://suadieta.uol.com.br/Materias/122/saude/obesidade-infantil-influencia-sistema-cardiovascular

Problemas de memória & Obesidade

A obesidade é hoje uma epidemia mundial, que sabidamente pode levar a uma série de comorbidades associadas como: apnéia do sono, diabetes e doenças cardiovasculares. Entretanto, recentemente, um estudo feito pela Associação Americana de Neurologia mostrou que pessoas próximo aos 50 anos e com IMC ≥ 25 Kg/m² apresentam risco de desenvolver algum tipo de demência quando ficam mais velhas. No estudo, cerca de 8 500 irmãos gêmeos foram pesados quando estavam na meia idade e, trinta anos depois, submetidos a uma avaliação neurológica. Entre os que foram diagnosticados com doença de Alzheimer e demência vascular — aquela causada pelo entupimento de vasos no cérebro —, 39% possuíam sobrepeso e 7% eram obesos por volta dos 35 anos. Essa incidência foi 80% maior em relação às pessoas com IMC < 25 Kg/m².
Uma possível explicação para tal fato seria o maior risco de distúrbios vasculares para as pessoas que estam acima do peso. Além disso, a obesidade geralmente está associada ao aumento dos níveis de colesterol, hipertensão arterial e diabetes, situações que prejudicam a circulação do sangue pelo corpo e cérebro. Tal situação pode favorecer o entupimento dos vasos e parar de nutrir adequadamente os neurônios, facilitando o aparecimento dos déficits cognitivos. Estes mesmos fatores contribuem para o aparecimento do Alzheimer, doença que afeta a memória, o raciocínio e a localização no espaço.
Estas alterações de memória são observadas após os 40 anos, pois nesta faixa etária sofremos mais as conseqüências do desequilíbrio da pressão, aumento do colesterol e do açúcar no sangue em virtude da diminuição fisiológica do organismo. Os processos que ocorrem dentro do organismo ocorrem de maneira mais lenta, facilitando o aparecimento de distúrbios circulatórios, dificultando também a perda de peso.

A sugestão é uma dieta saudável e se manter ativo para chegar aos 40 sem problemas e evitar futuros problemas no corpo e na mente.
 
FONTE: http://projetonoivaemforma.blogspot.com/2011/11/problemas-de-memoria-obesidade.html

Figueiró dos Vinhos – “Gastronomia Portuguesa Contra a Obesidade”

Pombal 97 fm / Regional – O Município de Figueiró dos Vinhos decidiu aderir ao projecto "Gastronomia Portuguesa contra a Obesidade", promovido pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, com o objectivo de “preservar as raízes e tradições alimentares portuguesas, através da promoção de práticas culinárias saudáveis e utilizando produtos de origem nacional”.
Neste âmbito, vão ser realizadas duas iniciativas, denominadas "Oficinas de Nutrição", na próxima terça-feira, na Casa Municipal da Juventude, às 14h00 e às 17h00, que contemplam a promoção da gastronomia e dos ingredientes tradicionais portugueses como, por exemplo, os hortofrutícolas, os cereais e o azeite, enquanto ingredientes fundamentais da alimentação tradicional portuguesa.
 
O projecto prosseguirá, mais tarde, com a realização de workshop´s destinados às crianças, a terem lugar no Agrupamento de Escolas que, assim, se associa a este projecto e, no dia 27, com uma Acção de Formação destinada à comunidade em geral – professores, educadores e todos os munícipes interessados – bastando, para isso, que se inscrevam na referida Casa Municipal da Juventude de Figueiró dos Vinhos.
 
FONTE:  http://pombal97.com/index.php?lang=pt&post=1872

domingo, 4 de dezembro de 2011

Alimentação e obesidade: como enfrentar o problema

Ipanema Online

Governo e segmentos da sociedade civil estão discutindo a elaboração de um plano de prevenção e controle da obesidade, a ser lançado ainda neste ano. Políticas públicas de combate à obesidade, como essas, têm pela frente o desafio de reverter o avanço da obesidade, a quinta causa de mortes em todo mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados são alarmantes. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a doença já assume contornos de epidemia no país, afetando aproximadamente 65% da população adulta, sendo metade pelo sobrepeso e mais de 15% pela obesidade.

Por trás do problema, há diversos fatores, como os genéticos, os psiquiátricos e os alimentares.  A professora Luciane Lopes Sant’ana Araújo, que coordena o curso de Nutrição da Universidade de Sorocaba (Uniso), fala sobre a relação entre os hábitos de alimentação e a obesidade.

1. A melhoria da alimentação é uma recomendação no combate aos problemas relacionados à obesidade, que já afetam mais da metade dos brasileiros. O fast-food é o maior vilão? São bem-vindas intervenções como a que o Chile pretende fazer, de restringir a venda desse tido de comida?

O fast-food é um dos fatores que contribuem para escolhas inadequadas, principalmente frente à diversidade de opções desse tipo de alimento, com pratos muitas vezes ricos em gorduras, sal e açúcar. Além disso, o ambiente dos fast-food contribui negativamente para a ingestão rápida das refeições. São espaços pouco ventilados e quase sempre com muita poluição sonora, o que contraria as orientações que promovemos quanto à ambiência adequada, o que inclui também boas condições de higienização e segurança alimentar. Hoje, quaisquer políticas de saúde bem planejadas e que tenham objetivos claros são bem-vindas. O que ocorre infelizmente em nosso país é que muitas dessas estratégias não têm o alcance esperado. De qualquer forma, o Chile tem proposto algumas estratégias que podem ser encaradas como extremismo e isto, na Nutrição ou em outras ciências relacionadas à Saúde Pública, não é bem visto, principalmente por que essas medidas acabam não tendo o alcance desejado.
FONTE:  http://www.jornalipanema.com.br/novo/Educa%C3%A7%C3%A3o/ALIMENTACAO+E+OBESIDADE:+COMO+ENFRENTAR+O+PROBLEMA.html

2. Como a senhora avalia as políticas públicas de combate ao problema no Brasil?

O Brasil mudou substancialmente nos últimos 50 anos. Hoje, encontramos uma nova equação demográfica, caracterizada pela baixa fecundidade e reduzida mortalidade infantil e pré-escolar e a expectativa de vida média já supera os 67 anos. Essas transformações fundamentam uma mudança importante na geração de renda, estilos de vida e, especificamente, nas demandas nutricionais.

Uma família menor, com melhores condições de renda pode gastar mais com alimentação. Além disso, nos últimos 25 anos melhoraram, significativamente, o acesso, a cobertura e a resolutividade das ações de saúde, e das condições de saneamento. Essas condições caracterizam um processo de Transição Nutricional do País, em que, de forma inesperada, a obesidade vem crescendo, principalmente entre a população de baixa renda. No entanto, o problema do sobrepeso/obesidade ainda não tem sido devidamente combatido, embora enfaticamente valorizado no documento sobre a política nacional de alimentação e nutrição.

3. O IBGE constatou que o brasileiro está se alimentando mal, consumindo produtos ricos em carboidratos e gordura e poucas frutas e verduras. Quais ações podem ajudar a reverter esse quadro?

Informar e orientar a população. Alimentação saudável e atividade física são o melhor caminho para a prevenção do excesso de peso. Isso implica, entre outras coisas, em comer frutas e verduras variadas; consumir feijão pelo menos quatro vezes por semana; nunca pular refeições; evitar alimentos gordurosos, refrigerantes e salgadinhos industrializados, além de aumentar a atividade física diária, se movimentar. Subir escadas em vez de usar o elevador, evitar ficar sentado por longos períodos e praticar 30 minutos de atividade física todos os dias.

4. A obesidade é um problema que começa na infância. Pesquisa mostra que 33,5% de crianças de 5 anos, entre 2008 e 2009, apresentavam problemas de peso. Qual o papel dos pais e da escola?

Pais, família, escola e sociedade são modelos para a criança e, portanto, agentes de mudança que têm a função de levar a informação correta e a orientação adequada para cada estágio de vida. Os hábitos alimentares são o resultado das experiências apreendidas ao longo da vida. Portanto, é possível, com algum esforço e técnicas eficazes de educação, reformular esses hábitos, corrigindo erros e distúrbios nutricionais. Em todas as frentes, na família e na sociedade, o sujeito deve ser ativo no processo de aprendizagem sobre alimentação saudável e sua importância para a saúde

5. Um estudo da USP/Esalq revela que o chá verde realmente funciona no combate ao excesso de peso e obesidade. Há outras bebidas ou alimentos que, comprovadamente, têm essa função?

Não existe nenhum alimento mágico que poderíamos dizer ou mesmo afirmar que tenha efeito de combater a obesidade, que é uma condição patológica de caráter crônico. Alimento mágico não existe e sim uma reorganização dos hábitos alimentares e do comportamento frente à alimentação.

6. A proximidade do verão inspira muitas pessoas a recorrer a dietas. Esse hábito mostra que os cuidados com a alimentação, em muitos casos, possuem um caráter temporário e não se sustentam em longo prazo. Como manter uma dieta balanceada, se alimentando com prazer e de forma saudável?

As práticas incorretas de controle de peso muitas vezes estão associadas à insatisfação pessoal e à baixa autoestima, o que leva muitos indivíduos a colocarem em prática modificações temporárias no padrão alimentar, com restrições alimentares severas, as chamadas “dietas de modismo”. Contudo, as práticas alimentares são práticas sociais, determinadas por influências culturais, pelo modo de vida. Cabe ao indivíduo escolher o que irá ajudá-lo a melhorar seu estado de saúde e bem-estar e, para isso, informação e conhecimentos nutricionais, estímulo pessoal e do núcleo familiar, além de mudança do comportamento alimentar são fundamentais. (Assessoria de Comunicação/Uniso)

Índice de obesidade infantil cresce mais de 300% nos últimos 35 anos

O sobrepeso em crianças brasileiras entre 5 a 9 anos triplicou nos últimos 35 anos.
De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), em 1970 o percentual de meninos e meninas acima do peso era, respectivamente, 10,9% e 8,6%. Atualmente, esses números chegam a 34,8% e 32%.
Esta elevação tem como principal fator o desenvolvimento socioeconômico do Brasil no mesmo período.
" A entrada da mulher no mercado de trabalho e a segurança de manter os filhos em casa, contribuíram para que as crianças tivessem espaço livre para comer o que quisessem na falta de uma mãe que já não tem tempo para preparar seu almoço" , comenta a professora Daiana Quintiliano, do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU.
Ela destaca que estar atento ao que as crianças ingerem e estimulá-las a se alimentar corretamente é uma importante tarefa que os pais devem desempenhar.
" A família toda deve rever seus hábitos alimentares. Cabe aos pais conscientizar a criança de que a comida saudável traz benefícios à saúde, assim pode-se controlar o seu peso de forma mais fácil.
Ir à feira junto com o filho e integrá-lo à preparação dos alimentos é um estímulo considerável" , explica.
Entretanto ela reconhece que fazer uma criança se alimentar de forma saudável tem sido cada vez mais difícil, pois atualmente a variedade de comida processada e industrializada, entre doces e salgados, tem sido muito mais tentadora do que um prato de verduras e legumes.
Segundo ela, a facilidade e comodidade que os alimentos prontos trazem é uma das principais causas da obesidade infantil.
Caso as crianças não percam o excesso de peso adquirido com esta alimentação errada, os problemas de saúde aparecem ainda na infância, tanto em termos físicos quanto emocionais.
" A criança obesa fica estigmatizada e se torna depressiva, ansiosa e desconta ainda mais na comida.
Além disso, doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e disfunções ortopédicas são enfermidades já encontradas nos jovens de até 10 anos" , conclui a professora.(Isaude.net)

FONTE:  http://www.douradosagora.com.br/noticias/ciencia-e-saude/indice-de-obesidade-infantil-cresce-mais-de-300-nos-ultimos-35-anos

Alimentos funcionais são testados na merenda na Reme de Campo Grande/MS

Nesta sexta-feira (02), às 14 horas, a Superintendência de Abastecimento Alimentar (Suali) da Prefeitura de Campo Grande fará a primeira degustação e teste de aceitabilidade de alimentos funcionais, com alunos da Escola Municipal Irmã Irma Zorzi, na Vila Coutinho. Para tanto, a Suali contará com consultoria técnica dos médicos paulistas Luiz Fernando Vieira e Flávio Bonfim, pesquisadores de alimentos funcionais e dos benefícios da soja para o organismo humano. A intenção é implantar tais alimentos na merenda das escolas da Reme a partir de 2012.

Com esta iniciativa, a Suali presta um atendimento diferenciado aos alunos com obesidade, diabetes e alergias. De acordo com definição do Comitê de Alimentos e Nutrição do Institute of Medicine (IOM/FNB, 1994) “é qualquer alimento ou ingrediente que possa proporcionar um benefício à saúde, além dos nutrientes tradicionais que ele contém”. Há 10 anos, o cardiologista e patologista clínico Luiz Fernando Vieira e o clínico-geral e intensivista Flávio Bonfim fazem pesquisas sobre alimentos funcionais.

A degustação – Os alunos da Escola Municipal Irmã Irma Zorzi irão degustar, na sexta-feira, macarrão, panqueca e bolo isentos de glúten. Os alimentos testados possuem certificação da Sociedade Brasileira de Nutrição, Sociedade Brasileira de Nutrição, Sociedade Brasileira de Diabetes, Sociedade Brasileira de Cardiologia e aprovação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

A partir da introdução, os alimentos funcionais terão como público cativo os alunos celíacos (doença glúten-induzida) e, também, os diabéticos, os dislipidêmicos (com nível de colesterol elevado) e os osteoporóticos. Como são alimentos altamente saudáveis, não impedirá que os demais alunos também os consumam na merenda escolar.

Serviço: a Escola Municipal Irmã Irma Zorzi está localizada na rua Guaianás, 260, Vila Coutinho.

FONTE: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=76853

Academias da Saúde também são espaços de cidadania

Junto com participantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde, ministro Alexandre Padilha participa de aula com professores da Academia da Saúde e ressalta os benefícios do programa, que já contemplou 1.828 municípios até hoje
“As academias da saúde são mecanismos de aprimoramento da gestão, de forma a investir não apenas no tratamento de doenças, mas na prevenção”, resumiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao explicar a razão de ser do Programa Academia da Saúde, que estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer em todo o Brasil, com 2 mil pólos selecionados para receber o apoio do Ministério da Saúde a partir de 2012. Até 2014, o Brasil terá 4 mil pólos, incluindo os espaços já existentes, que estão sendo readequados para atender às necessidades do programa, cujas atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica.
A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Deborah Malta, observa que as academias da saúde fazem parte das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, a hipertensão e os problemas cardiovasculares. “Nosso empenho em ampliar o número de academias vem da preocupação de assegurar o acesso da população de baixa renda a hábitos saudáveis, incluindo atividades físicas com a orientação de profissionais qualificados e atentos para as necessidades de saúde de cada comunidade”, explica.
Para mostrar algumas das atividades realizadas nas academias da saúde, professores de educação física vinculados ao programa ofereceram nesta terça (2) pela manhã uma aula para os participantes da 14ª Conferência Nacional de Saúde, da qual Alexandre Padilha e Deborah Malta também participaram. Ao final da aula, o ministro destacou alguns depoimentos colhidos nos municípios que já contam com academias em pleno funcionamento indicam melhoras na saúde de pessoas que passaram a se exercitar. “Tivemos relatos de diminuição de uso de antiinflamatórios, antidepressivos e de medicamentos para pressão alta – esses são indicativos da importância de uma política que estimule a prática de atividades físicas como parte de um programa de promoção da saúde e de prevenção.”
A professora de educação física Giselle Luz, da Academia da Cidade em Recife, lembra que as atividades, todas gratuitas, são oferecidas em horários variados e se destinam a pessoas de todas as idades. Para ela, as academias também se convertem em espaços para exercitar a cidadania e a participação social. “Além de fazerem exercício juntas, com orientação de profissionais com foco na saúde, as pessoas também acabam se motivando para trocar idéias.”
SEDENTARISMO E OBESIDADE– A construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, o plano tem por meta a redução de 2% ao ano nas mortes prematuras por essas doenças. Para isso, atuará para a melhoria de indicadores como tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade.
De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana. Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relação a escolaridade, 12% da população com menos escolaridade é ativa e 20% da população com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando a importância de investir em espaços que promovam atividade física para ampliar o acesso da população de baixa renda.  A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.
Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.
FINANCIAMENTO - Lançado em abril de 2011, o Programa Academia da Saúde prevê a construção de espaços públicos voltados para a promoção de atividades físicas e práticas corporais, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Recife, Aracaju e Belo Horizonte. Para a construção desses novos espaços, o Ministério da Saúde destinará aos municípios contemplados entre R$ 80 mil e R$ 180 mil por novo pólo. Também contarão com recursos do governo federal os municípios que já ofereciam esse serviço à população antes do lançamento do programa. Para esses pólos que já existiam serão repassados R$ 3 mil mensais ou R$ 36 mil por ano, desde que estejam adequados às condições previstas pelo programa.
Para cada Polo do Programa Academia da Saúde será obrigatório o cadastramento de profissionais de saúde de nível superior na quantidade mínima de um profissional com carga horária semanal de 40 horas ou dois profissionais com carga horária mínima individual de 20 horas semanais.
Saiba mais aqui sobre o Programa Academia da Saúde
FONTE: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/3548/162/academias-da-saude-tambem-sao-espacos-de-cidadania.html

Obesidade infantil mais que triplicou nos últimos 35 anos

Segundo docente do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU, Daiana Quintiliano, reeducação alimentar da criança deve começar em casa
Fazer uma criança se alimentar de forma saudável tem sido cada vez mais difícil, pois atualmente a variedade de comida processada e industrializada, entre doces e salgados, tem sido muito mais tentadora do que um prato de verduras e legumes. A facilidade e comodidade que os alimentos prontos trazem é uma das principais causas da obesidade infantil.
O sobrepeso em crianças brasileiras entre 5 a 9 anos aumentou nas últimas décadas. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), em 1970, o percentual de meninos e meninas acima do peso era, respectivamente, 10,9% e 8,6%. Atualmente, esses números mais que triplicaram, na mesma ordem, são 34,8% e 32%.
Uma das principais causas dessa alta, nos últimos 35 anos, tem como principal fator o desenvolvimento socioeconômico do Brasil no mesmo período. “A entrada da mulher no mercado de trabalho e a segurança de manter os filhos em casa, contribuíram para que as crianças tivessem espaço livre para comer o que quisessem na falta de uma mãe que já não tem tempo para preparar seu almoço”, comenta a professora Daiana Quintiliano, docente do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU.
Logo, estar atento ao que as crianças ingerem e estimulá-las a se alimentar corretamente é uma importante tarefa que os pais devem desempenhar. “A família toda deve rever seus hábitos alimentares. Cabe aos pais conscientizar a criança de que a comida saudável traz benefícios à saúde, assim pode-se controlar o seu peso de forma mais fácil. Ir à feira junto com o filho e integrá-lo à preparação dos alimentos é um estímulo considerável”, explica a professora.
Pois caso a criança não perca peso, os problemas de saúde aparecem ainda na infância, tanto de aspectos físicos quanto emocionais. “A criança obesa fica estigmatizada e se torna depressiva, ansiosa e desconta ainda mais na comida. Além disso, doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e disfunções ortopédicas são enfermidades já encontradas nos jovens de até 10 anos”, conclui a professora.
O Complexo Educacional FMU, que reúne as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo (FISP) e Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado (FIAM FAAM), é referência na qualidade de ensino e empregabilidade de seus alunos há mais de 40 anos. Atualmente, a instituição oferece mais de 80 cursos de Graduação, 50 opções de Pós-graduação (Especialização e MBA), 40 cursos de Extensão e Mestrado em Direito. Possui estrutura moderna, campi de fácil acesso e professores mestres e doutores, que oferecem aos estudantes um ensino diferenciado e inovador.

FONTE:   http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=57297:obesidade-infantil-mais-que-triplicou-nos-ultimos-35-anos&catid=47:cat-saude&Itemid=328