José Carlos de Almeida - Projeto Criança em Movimento Obesidade Infantil em Maracaju

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nova descoberta contra à obesidade

Descoberta científica promete ser muito importante para o desenvolvimento 
de estratégias de combate à obesidade.
Segundo a Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a edição de setembro da revista Cell Metabolism
informa que um grupo de cientistas norte-americanos identificou um mecanismo biológico que transforma gordura branca em gordura marrom.
O homem tem dois tipos de tecido adiposo: o marrom, ligado à regulação da temperatura e abundante em recém-nascidos; e o branco, cuja função é acumular energia no corpo e está mais presente em adultos. A gordura branca está associada à obesidade e falta de
exercícios. É a gordura indesejada da qual muitos querem se livrar.
O novo estudo, feito em modelo animal por cientistas do Centro Médico da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, demonstrou que a transformação da gordura ruim em boa é possível devido à ativação de uma enervação e de um caminho bioquímico
que começa no hipotálamo (área cerebral envolvida no balanço energético) e que termina nas células adiposas brancas.
A transformação das gorduras foi observada quando os animais foram colocados em um ambiente mais rico, com maior variedade de características e desafios físicos e sociais.
Camundongos foram inseridos em recipientes contendo rodas de girar, túneis, cabanas, brinquedos e diversos outros elementos, somados a alimento e água em quantidades abundantes.
Um grupo controle também foi exposto a água e alimento sem limites, mas em ambiente sem dispositivos para que pudessem se exercitar.
Segundo os cientistas, a maior transformação de gordura branca e marrom foi associada a um ambiente fisicamente estimulante, mais do que à quantidade de alimentos ingerida.
“Os resultados do estudo sugerem o potencial de induzir a transformação de gordura branca em gordura marrom por meio da modificação do nosso estilo de vida ou pela ativação farmacológica desse caminho bioquímico”, disse Matthew During, professor de neurociência e um dos autores do estudo.
FONTE: http://www.emex.com.br/index.php/a-balanca-e-voce/item/892-nova-descoberta-contra-a-obesidade.html

Obesidade entre crianças preocupa cientistas

Ermelinda Leite: casos graves devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Com o apoio da mãe, Inês Castro, Felipe Grego, de 15 anos, procurou ajuda quando começou a se sentir gordo e mudou hábitos (Marcos Michelin/EM/D.A Press)

Geórgea Choucair - Estado de Minas
Publicação: 12/12/2011 09:06 Atualização: 12/12/2011 09:18

Com o apoio da mãe, Inês Castro, Felipe Grego, de 15 anos, procurou ajuda quando começou a se sentir gordo e mudou hábitos
Calorias, dietas, regimes, obesidade, colesterol, massa magra, percentual de gordura, emagrecer, engordar, diet, light… Essas palavrinhas estão cada vez mais presentes no dia a dia da população brasileira, invadem as academias de ginástica e entram para o cardápio de muitos profissionais que prometem dicas milagrosas para manter o corpo em forma. Se entre os adultos a alimentação e saúde ganham espaço na lista de prioridades, os profissionais das universidades antecipam a preocupação: os acadêmicos estão criando grupos de estudos e laboratórios para avaliar a obesidade em crianças e adolescentes, um dos grandes desafios da saúde pública brasileira.

As pesquisas têm fundamento em números: no Brasil, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava com peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 2008 e 2009, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os obesos representaram 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas daquela idade. Os jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passaram de 3,7% (na década de 1970) para 21,7% (em 2009) e entre as meninas na mesma faixa etária o aumento do excesso de peso saltou de 7,6% para 19,4%, no mesmo período.

E os estudiosos são categóricos: a criança e o adolescente obesos já desenvolvem sérios danos à saúde, como hipertensão e problemas cardiovasculares. E mais: têm grande chances de se tornarem adultos obesos. As estratégias para a mudança de comportamento devem ser feitas o mais cedo possível, pois, quanto mais precocemente se instalam os hábitos não saudáveis, mais dificilmente são combatidos.

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, o tratamento de crianças e adolescentes ganhou força há seis anos com a criação do Ambulatório de Obesidade na Criança e no Adolescente, que acompanha crianças e jovens de 3 a 20 anos. A unidade, que funciona no Hospital de Clínicas da instituição, já atendeu cerca de 220 usuários e tornou-se fonte de estudos clínicos. Foram desenvolvidas na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp quatro dissertações de mestrado com foco na obesidade em crianças e adolescentes. Em Minas Gerais, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) também tem programa de atenção à saúde do adolescente, criado em 1998 e com atenção especial aos garotos e garotas de 10 a 19 anos.

Os pesquisadores mandam aviso para os gordinhos – e pais dos gordinhos – que se acomodam no pensamento de que a “genética não foi feliz com eles”. As causas orgânicas ou genéticas (obesidade endógena) que evoluem para o excesso de peso representam algo em torno de 5%, sendo que a maior parte dos casos (cerca de 95%) é classificada como obesidade exógena, motivada por fatores ambientais, como alimentação inadequada e sedentarismo.
“É importante que as crianças sejam acompanhadas desde cedo, pois elas estão sendo hiperalimentadas precocemente. E temos visto hoje baixa frequência das mães na amamentação, pois as mulheres trabalham”, afirma Antônio de Azevedo Barros Filho, professor do Departamento de Pediatria da FCM/Unicamp, especialista em crescimento e desenvolvimento físico da criança e do adolescente e orientador das quatro dissertações de mestrado da Unicamp.

Os trabalhos analisaram as características do sono e da qualidade de vida em adolescentes obesos, o balanço energético em adolescentes com excesso de peso, o comportamento antropométrico de adolescentes durante o ano letivo e o período de férias e a obesidade na infância e na adolescência e a percepção das mães. Este último apontou um dado interessante. “As mães geralmente enxergam o filho da vizinha ou do colega de trabalho como obesos, mas olham os seus de outra forma. Os pais obesos, de forma geral, costumam aceitar isso no filho como normal”, observa o professor Barros Filho.

A conclusão da dissertação sobre alimentação em férias e ano letivo traz boa dica para os pais. É bom abrir os olhos com os meses de dezembro, janeiro e julho, quando ocorrem as festas de fim de ano e também período em que as crianças ficam mais tempo em casa. “O trabalho acompanhou durante um ano e meio cerca de 400 crianças de 10 a 13 anos. Detectamos que elas ganham mais peso nas férias do que no período escolar, pois ficam mais em casa comendo e com pouca atividade física”, destaca Barros Filho.

Amamentação e família

Ermelinda Leite: casos graves devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar
A prevenção da obesidade da criança deve começar no período da gestação. O alerta é da nutricionista e professora do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV Silvia Eloiza Priore. “Muitos estudos mostram que o problema da obesidade começa na gestação, aí a criança já nasce maior. É bom que a mãe não deixe de ganhar peso nem ganhe acima do recomendado”, diz. Ela ressalta ainda a importância da amamentação até os seis meses do bebê. “Se ele não recebe leite materno, há chances maiores de ter peso errado, tanto para mais como para menos”, observa. No início da infância, acrescenta, é importante que sejam evitados alimentos semiprontos ou industrializados, ricos em açúcares e gorduras.

A família tem papel fundamental na mudança de hábito na alimentação das crianças, afirma a nutricionista Ermelinda Maria Leite Prado, do Centro de Nutrição Ermelinda Lara. Ela trabalha há 30 anos com obesidade infantil e destaca que os casos mais graves devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar: endocrinologista, psicólogo, educador físico e nutricionista. “Na grande parte dos casos o problema ocorre em função da indisciplina dos pais. Há falta de critério na lista de compras e definição dos cardápios”, afirma. O exemplo, diz, é fundamental. “Como a mãe vai querer que o filho coma brócolis ou cenoura se ela própria não come?”, indaga Ermelinda.

A nutricionista destaca que a criança obesa nem sempre vai ser um adulto obeso, mas o adolescente tem grande chances de passar a vida adulta acima do peso. “O número de células gordurosas vai ser definida até a puberdade”, diz. O adolescente Felipe Grego, de 15 anos, é paciente de Ermelinda e tomou providências a tempo. Há cerca de um ano estava se sentindo gordo, com dificuldades para fazer atividade física e começou um projeto de reeducação alimentar. No período emagreceu cerca de cinco quilos e cresceu em torno de 10 centímetros.

Hoje, com 1,85 metro e 70 quilos, tem corpo saudável. “Passei a comer nos horários certos, mais vezes e em quantidades menores. Incluí mais frutas e proteínas no cardápio e diminuí os carboidratos. Foi mais uma mudança de hábito do que sacrifício”, conta Felipe. A mãe, a consultora Inês Castro, também teve uma experiência bem-sucedida com a reeducação alimentar. “Fui gordinha até os 11 anos de idade. Depois emagreci e nunca mais voltei a engordar. Vi que o Felipe estava acima do peso, não estava gostando, mas também não sabia como sair da situação. Procuramos então ajuda da nutricionista.”

Alimentos “do bem”

1 - Frutas, verduras e legumes frescos, orgânicos, de cores vivas e variadas

2 - Leguminosas como feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja

3 - Cereais integrais como arroz integral, arroz selvagem, quinua real e, principalmente, a aveia integral

4 - Azeite de oliva extravirgem, com a acidez menor do que 0,5

5 - Castanhas oleaginosas, principalmente castanha-do-pará, nozes, avelãs, amêndoas

6 - Iogurtes pró-bióticos: micro-organismos vivos que resistem ao suco gástrico, ou seja, aqueles que têm mais de 10 bactérias formadoras de colônias

7 - Carnes brancas, magras e frescas, principalmente peixes de mar gelado e águas profundas. Ovos em geral, principalmente de galinha caipira

8 - Leite desnatado enriquecido com vitamina D e queijos magros, como a ricota, o cottage, a muçarela light ou de búfala

9 - Pães integrais ou cereais matinais com pouco açúcar

10 - Doces de frutas caseiros, principalmente as compotas, sorvetes e picolé de fruta e o chocolate amargo

Alimentos “do mal”

1 - A maioria dos alimentos industrializados, principalmente enlatados de carnes (salsicha, atum, sardinha)

2 - Carnes conservadas de forma artificial (enlatados, embutidos tipo presunto, mortadela, alimentos defumados, carnes processadas e congeladas, tipo hambúrguer)

3 - Frituras em geral, principalmente as de restaurantes e lanchonetes (óleo velho e de má qualidade) e em especial aquelas “empanadas”
tipo à milanesa ou à doré

4 - Todos os alimentos elaborados com gordura trans: salgados em geral, principalmente os de massa folhada ou de massa “podre” (empada, pastel assado, tortas em geral, folhados); biscoitos em geral, principalmente os mais torradinhos ou mais crocantes (recheados e amanteigados)

5 - Todos os cereais refinados, com baixos teores de micronutrientes, que só fornecem energia vazia. Exemplo: pães brancos, arroz branco, massas refinadas, farinhas em geral e todas as preparações elaboradas com esses alimentos

6 - Gorduras animais: bacon, manteiga, creme de leite, queijos
e carnes gordas

7 - Doces e sobremesas mais elaboradas, principalmente aquelas com grande quantidade de creme de leite, manteiga, gordura vegetal e elevada concentração de açúcar refinado

8 - Quitandas e “snacks” em geral. Produtos mais sofisticados vendidos em padaria ou supermercados (industrializados). Tudo crocante ou que “derrete na boca”

9 - Pratos prontos e congelados

10 - Sucos de pacote (todos eles, principalmente os da linha light, pois têm excesso de sódio)

11 - Refrigerantes em geral e todos os similares

12 - Tira-gostos “salgadinhos”, ou seja, com excesso de sal

13 - Sopas de pacote, principalmente as mais salgadas, e caldos de carne em tablete

Fonte: Centro de Nutrição Ermelinda Lara
http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2011/12/12/interna_tecnologia,266861/obesidade-entre-criancas-preocupa-cientistas.shtml

Obesidade prejudica microcirculação do sangue

A má alimentação combinada com a falta de atividade física regular faz com que os vasos sanguíneos de indivíduos obesos se fechem com o passar dos anos, levando até ao seu desaparecimento parcial, comprometendo de forma significativa a microcirculação do fluxo sanguíneo. Estudo realizado em parceria pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) observou que a obesidade prejudica a função microvascular o organismo. Dependendo do excesso de gordura, os microvasos podem entupir e ‘secar’, gerando pane no sistema circulatório responsável pelo transporte e distribuição do sangue nos tecidos e órgãos. Os resultados apontam que a obesidade traz impactos para a microcirculação sanguínea da pele retroalimentando a própria condição de sobrepeso.
O alvo da investigação foi a epiderme, mais extenso órgão humano. “Verificamos essa condição na pele, que é um marcador sistêmico e que serve como uma espécie de janela para observar o que está acontecendo internamente”, afirma Eduardo Tibiriçá, pesquisador do Laboratório de Investigação Cardiovascular do IOC/Fiocruz e coordenador do estudo. Esta rarefação microvascular leva à redução do fluxo sanguíneo nos vasos, causando doenças em órgãos essenciais como o coração, o cérebro e os rins. “No pior das hipóteses, ocasiona a apoptose que é a morte celular programada”, informa o especialista.

 Arte: Leandro Vaz / IOC
 
 Sinal de alerta. Dados da pesquisa [VIGITEL 2010] realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a USP, apontam que entre as 26 capitais e o DF, a cidade de Cuiabá (MS) possui o maior percentual de adultos obesos (19%). O Rio de Janeiro vem em 10º lugar no ranking (16%). O Distrito Federal é o último da lista com 10%. A pesquisa avaliou 54.339 adultos (maiores de 18 anos) residentes em domicílios com telefone fixo entre janeiro e dezembro do ano passado.
“O mais interessante deste estudo é que essas alterações na microcirculação do sangue estão envolvidas, na origem, no que chamamos de lesões de órgãos-alvo [coração, cérebro e rins], ocasionando complicações nestes órgãos nobres do nosso organismo. Esta alteração pode conduzir a uma degeneração, ocasionando insuficiência cardíaca, renal e lesões cerebrais ao longo do tempo. Isto é importante do ponto de vista da prevenção epidemiológica”, explica. 
Um complicador
O estudo foi além: comparou os impactos da obesidade sobre a microcirculação vascular entre indivíduos que possuem e indivíduos que não possuem síndrome metabólica. Considerada um mal moderno, assim como a obesidade, a síndrome metabólica é um quadro causado por uma associação de fatores de risco que incluem obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares. A circunferência do abdômen é a principal forma de mensuração da síndrome metabólica. Quanto maior a circunferência, maiores as chances do surgimento de doenças cardiovasculares.
Para saber mais sobre a síndrome metabólica clique aqui.

“Detectamos que os pacientes obesos que tinham síndrome metabólica possuíam muito mais problemas na microcirculação do que em pessoas obesas sem a síndrome”, conta Tibiriçá. Participaram da pesquisa 45 pacientes entre 30 e 45 anos com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 40 kg/m2 num grupo de 288 indivíduos com diferentes graus de adiposidade. Os pacientes foram encaminhados ao Laboratório de Clínica e Fisiopatologia Experimental (CLINEX) da UERJ, no primeiro semestre de 2006.
Prevenção em meio a epidemia
O especialista explica que a obesidade é considerada atualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia mundial, incluindo países em desenvolvimento como o Brasil. Ele afirma ainda que é uma doença associada ao desenvolvimento de outras patologias, tais como doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio), acidente vascular cerebral (derrame) e diabetes.
De acordo com o pesquisador do IOC, a rotina de exercícios físicos é fundamental para controle de peso e deve ser mantida para uma melhoria das condições de vida dos indivíduos. “As recomendações são clássicas e incluem atividade física regular e de intensidade moderada associada a mudanças de hábitos alimentares. É desta forma que se combate o excesso de peso e a obesidade”, conclui.
João Paulo Soldati
FONTE:  http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1351&sid=32

Escolas paulistas adotam merenda com menos sal e gorduras no combate à obesidade infantil.

Por Beth Santos

Numa tentativa de reduzir a obesidade infantil e criar hábitos saudáveis de alimentação, diversas escolas do interior de São Paulo, subordinadas à Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto, adotaram um cardápio mais saudável em sua merenda, com menores teores de sal e gordura, carnes menos gordurosas etc.

Em Ribeirão Preto, 90 unidades já adotaram o cardápio saudável; em Campinas, foram 165; em São Carlos, 38 escolas já aderiram. Em todo o estado de São Paulo, 1.636 já fazem parte do programa light de merenda escolar.

A Diretora Regional de Ensino de Ribeirão Preto, Gertrudes Ferreira, comenta que, além de oferecerem uma merenda gostosa e saudável, “estaremos ensinando e criando hábitos alimentares saudáveis nas crianças”.

Palavra de Especialista

A nutricionista Fernanda Pisciolaro, do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO, acredita “que a simples inclusão de alimentos menos calóricos na cantina da escola não seja capaz de promover mudança nas escolhas dos escolares, mas associado a um programa de educação nutricional contínuo, com incentivo desses alimentos (e não baseado na crítica dos alimentos altamente calóricos) possa ser efetivo.

A especialista diz que “é preciso lembrar que a abordagem desse assunto deve ser feita de forma lúdica, favorecendo o contato com os alimentos, o prazer em comê-los e valorizando seu sabor”. Segundo Fernanda Pisciolaro, a mudança de comportamento alimentar deve envolver toda a família “para que os resultados sejam eficazes. Afinal, o preparo e a compra de alimentos são feitos pelos adultos da família”.

A nutricionista disse acreditar que “o incentivo à prática de uma boa alimentação pode começar na escola e se estender aos familiares por meio das crianças e através do envolvimento da escola com os pais”.
FONE: http://www.abeso.org.br/lenoticia/217/escolas-adotam-merenda-light-para-combater-a-obesidade.shtml

Programa Bem Estar fala sobre obesidade, com presença de Fabiana Karla


Por Wirlany Machado, correspondente de Goiás do Blog Mulherão
Na quinta-feira, 8 de dezembro, o assunto obesidade foi abordado de uma forma bem tranqüila apesar de superficial no Programa Bem Estar. Contou com a presença do médico endocrinologista Alfredo Halpern e da atriz Fabiana Karla. O Dr. Alfredo explicou que a obesidade não é falta de vergonha da pessoa. É uma doença. E que existem forças engordativas pra pessoas serem obesas (comer mais, gastar menos calorias, fazem mais gordura e dificuldade de queimar gordura). Deixando claro que é possível estar acima do peso e ser saudável. Foi falado sobre como os gordos e obesos sofrem preconceito da sociedade nos momentos de comprar roupas e nas horas de conseguir um emprego. Gente, não consigo acreditar que ainda passamos por isso!
 A atriz Fabiana Karla ainda falou de sua personagem Dra. Lorca no Programa Zorra Total, de sua vivência como gordinha e da dificuldade de comprar roupas. E ainda disse que manda fazer roupas sob medida. Simplesmente a adoro! A atriz abordou com graciosidade o assunto. Ainda temos a participação do engraçadíssimo ator Leandro Hassum. A parte que ele mostra o closet, o blazer que não fecha e as várias camisetas da mesma cor é hilária.
Leitores (as), se você não viu o programa Bem Estar neste dia, recomendo que veja. Sabe como? Acesse:
http://g1.globo.com/videos/bem-estar/t/edicoes/v/gordos-e-obesos-sofrem-preconceito-da-sociedade/1723901/

Corrida ajuda a combater obesidade, eleva a autoestima e impõe objetivos

Pensando no sofrimento por estarem acima do peso, ex-obesos contaram suas histórias para o GLOBOESPORTE.COM através do VC na Corrida


Por Paula Gabrielle Rio de Janerio
corrida de rua obesidade  (Foto: Divulgação)Previna doenças e cuide de sua saúde praticando a corrida (Foto: Divulgação)
O corpo humano ganhou um valor de corpo-coisa e funciona quase como um cartão de visitas. Independe da personalidade e das qualidades. Fazem julgamentos impiedosos em relação aos obesos, desde a obesidade leve até a grave. Mas os problemas vão além da estética. A saúde fica completamente comprometida e problemas como coleterol alto, dificuldade na respiração, diabetes, pressão alta, entre outras, estão na vida dessas pessoas.
Pensando na saúde e nos preconceitos sofridos por estar acima do peso, a cearense Maristela Carvalho, 49 anos, enviou a sua história para o VC na Corrida, contando que resolveu mudar a sua vida. Há cinco anos, totalmente sedentária e com 12 kg a mais, tomou uma decisão: foi correr. Procurou um médico, comprou roupas apropriadas para praticar o esporte e saiu do sofá.
- Após 20 semanas e diversas pessagens pelo médico para tratar as dores decorrentes do esforço, participei da minha primeira corrida. Foram apenas quatro quilômetros, mas significa o resultado de acreditar que nada é impossível – vibrou Maristela.
corrida de rua mulher (Foto: Arquivo Pessoal)Maristela beija sua medalha conquistada com muito esforço (Foto: Arquivo Pessoal)
De acordo com com Helena Müller, psicóloga, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializada em transtornos alimentares e obesidade pela USP, a obesidade não é um problema apenas estético, é uma doença que gera doenças. Ela falou mais sobre o tema:
- É uma doença crônica que se dá pelo excesso de ingestão de alimentos e pela falta de gasto energético. Quando não há o gasto, o corpo começa a armazenar esse excesso em forma de gordura, que provoca doenças como colesterol alto, pressão alta, diabetes, problemas de circulação, aumento significativo de doenças no fígado, câncer, doenças sociais e doenças psicológicas.
Você tem alguma história que queira compartilhar? Mande para a gente!
Do churrasco para o asfalto
Julio de Castro gostava de beber e comer bastante churrasco, ingressou no esporte há dois anos, completou 25 provas e emagreceu 20kg. Sua primeira competição foi a Volta Internacional da Pampulha, completando em 1h48m e agora sua vida está cheia de objetivos.
corrida de rua antes e depois (Foto: Arquivo Pessoal)Julio de Castro antes de correr e atualmente
(Foto: Arquivo Pessoal)
- Não parei mais de correr. Tive redução de peso, todos exames de rotina estão bons e a pressão arterial dentro dos padrões ideais, sem contar a autoestima elevada. A corrida pode transformar a sua vida. Com ela, você vive em forma e fica mais saudável e feliz - afirmou o mineiro.
A obesidade costuma causar doenças sociais e psicológicas importantes. A pessoa obesa tem dificuldades de amarrar o tênis, dar uma caminhada, passar na roleta do ônibus e de sentar na poltrona do cinema.Tudo isso vai trazendo abalos importantes na autoestima, na capacidade de iniciativa, no discernimento e no poder de estabelecer limites a si mesmo e aos outros.
- Uma das características mais importantes que encontro na clínica psicológica da obesidade é o imediatismo. Muitas vezes o paciente obeso demora anos engordando em atitude de vida sedentária e alimentação hipercalórica, além de ir abafando sua ansiedade através da ingestão desenfreada de alimentos. E, quando chega ao consultório, já na primeira consulta quer saber quanto tempo demora para ele emagrecer - comentou Helena.
Pedido de ajuda
O paulista Mateus Debrando, 31 anos, enviou um e-mail para o GLOBOESPORTE.COM, dizendo que é um apaixonado por esporte, principalmente pela corrida. Acompanha provas e maratonas, mas não tem conseguido praticar uma atividade física e acabou engordando. Ele fez um pedido:
Meu sonho era poder chegar um dia magrinho e correr a São Silvestre. Eu vivo de motivação. Me ajude, por favor"
Mateus Debrando
- Fui deixando de praticar esporte e ganhei muito peso. Meu sonho era poder chegar um dia magrinho e correr a São Silvestre. Eu vivo de motivação. Me ajude, por favor!
Mateus, analisando o seu caso, a psicóloca Helena Müller pôde supor o efeito do imediatismo. Caso caminhe lentamente, dentro de seu ritmo, volte a fazer atividades físicas e mude sua alimentação sob supervisão de profissionais, provavelmente, correrá a de São Silvestre, mas não esse ano, só em 2012.
- A obesidade pode ser tratada de diversas formas: reeducação alimentar, transformação dos hábitos sedentários em atividades físicas que estimulem o gasto energético, tratamento clínico, tratamento cirúrgico e psicoterapia, que ajudará o paciente a observar as mudanças físicas do emagrecimento e promoverá transformações psicológicas - informou a psicóloga.
Corrida de rua - queima gordura - obesidade (Foto: Getty Images)Corrida de rua queima gordura indesejada
(Foto: Getty Images)
E a doutora Helena Müller ainda disse mais:
- Num acompanhamento com um profissional na área de psicologia, especializado em obesidade, ele poderá procurar entender o que aconteceu, em sua vida, que o levou ao sedentarismo e ao abandono dos cuidados com si próprio. Em qualquer escolha de tratamento é importante o paciente deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar.
FONE: http://globoesporte.globo.com/atletismo/corrida-de-rua/noticia/2011/12/corrida-ajuda-combater-obesidade-eleva-autoestima-e-impoe-objetivos.html

Dieta severa de 2 dias em cada 7, a melhor opção

Voluntárias perderam 4 kg num mês, o dobro das que ‘fecharam a boca’ a semana toda



POR GISLANDIA GOVERNO


Rio - Esqueça a história de que, para emagrecer, é preciso passar sufoco, privando-se de tudo o que gosta, e ficar só à base de alface e água. Pesquisadores britânicos constataram, através de estudo com 88 mulheres, que dieta severa de apenas dois dias na semana é mais eficaz que restrição alimentar prolongada por todo período.
Como eles já sabiam que a obesidade é um dos fatores que contribuem para o câncer de mama, o objetivo da pesquisa era testar o efeito das dietas na redução do peso das mulheres. As participantes, todas acima do peso, e com histórico do câncer na família, foram divididas em três grupos e acompanhadas durante quatro meses.


No primeiro, elas ingeriram 1.500 calorias por dia, por sete dias — base da maioria das dietas passadas para quem quer perder peso e que deve incluir os sábados e domingos. As do segundo grupo podiam comer normalmente, desde que não ultrapassassem o limite de 650 calorias durante apenas dois dias, e cortassem os carboidratos (pães, massas, batata) nesse período. Já o terceiro grupo cortou carboidratos nos dois dias, e não teve tanta restrição de calorias. O resultado foi surpreendente: as mulheres dos grupos que fizeram dieta por dois dias perderam 4 kg em um mês. E as que fizeram dieta a semana toda, perderam 2 kg em um mês.

Para a coordenadora do estudo, Michelle Harvie, do Hospital de South Manchester, é que “fazer dieta todos os dias é difícil, e a pessoa acaba não respeitando o limite de calorias”. Ela diz que dieta de dois dias serve para qualquer pessoa.
Inteligência sempre à mesa
Para o endocrinologista Tércio Rocha, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, dieta não é sacrifício, mas inteligência. “É preciso tratar a compulsão e só depois pensar na dieta. Tem que identificar os alimentos que causam a compulsão e evitá-los. Os campeões são carboidratos e lácteos (leite e derivados)”, diz, lembrando que é preciso manter 30 minutos de exercícios diariamente.

“O segredo é ter alimentação equilibrada, com distribuição de nutrientes no prato (1 porção de carboidratos, 1 de proteínas e 1 de gorduras saudáveis)”, completa a nutróloga Mônica Dalmácio, co-autora do livro ‘Alimentos e Sua Ação Terapêutica’ (Ed. Atheneu).
FOTO: http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/12/dieta_severa_de_2_dias_em_cada_7_a_melhor_opcao_211609.html

Baiano de 180 kg só consegue dormir ajoelhado

Salvador - Um baiano de 24 anos só dorme ajoelhado porque não consegue ficar deitado por bastante tempo. João Vitor sofre de obesidade e está com a saúde comprometida.

Ele tem um metro e sessenta de altura e 180 kg, o que faz com que enfrente uma série de dificuldades. João não respira normalmente, não caminha direito e precisa de auxílio para tomar banho.
João Vitor faz exames para verificar a possibilidade de cirurgia para redução de estômago | Foto: Reprodução TV
Aos 14 anos o rapaz era magro e levava uma vida normal. Depois começou a engordar e a situação perdeu o controle quando os pais se separaram e ele foi morar com a madrasta. Hoje, João faz exames no Hospital das Clínicas para verificar a possibilidade de uma cirurgia de redução de estômago.

O jovem mora no subúrbio ferroviário de Salvador numa casa com telha de amianto, que abafa o ambiente e dificulta mais a condição de vida de João. Ele diz que não deseja casa ou qualquer outro bem, e sim, somente a sua saúde de volta.
FONTE: http://odia.ig.com.br/portal/brasil/html/2011/12/baiano_de_180_kg_so_consegue_dormir_ajoelhado_211519.html

Depois de passar mal, Vesgo pensa em largar regime de engorda

Foto: Reprodução
Vesgo come bolo de pizza no "Pânico na TV"
Após quase três meses em seu regime de engorda, Rodrigo Scarpa, o Vesgo do “Pânico”, quer desistir do quadro “Cinturinha do Zeca”da atração da RedeTV!, onde precisa chegar até os 104 quilos. A decisão deve ser tomada neste domingo (11). “Estou realmente desanimado, pensando em desistir. Como estamos na reta final (o quadro deve ir até o fim do ano), estou pensando em o que fazer. Estou preocupado e minha família também. Estou engordando muito”, afirmou o repórter ao iG.
Leia também entrevista com Vesgo antes de iniciar o quadro: “Estou digerindo a informação antes das calorias"
No último domingo (05), ele foi parar no hospital após comer um bolo de pizza e sentir fortes dores no estômago. Na receita: 20 pizzas recheadas com bacon, calabresa e outros ingredientes calóricos; somados a cocada cremosa, doce de leite, brigadeiro e beijinho. Tirando esses momentos do programa, onde recebe com surpresa o prato elaborado pela produção, Vesgo segue uma dieta rigorosa, para engordar de forma natural. “Em vez de gordura, tomo suco de abacate, suco de açaí...”, explicou.

Foto: Reprodução
Vesgo come bolo de pizza e depois passa mal
Fora a ida ao hospital, outros pontos fazem com que o humorista pense em desistir da empreitada. “Tem todo o problema do gordinho. Primeiro, o bullying que sofro nas ruas. Me chamam de rolha de poço, de César Menotti... Segundo, o peitinho. Nunca achei que fosse ter peitinho. Terceiro, amarrar o cadarço”, afirma Vesgo, que ainda lamenta: “É muito triste levantar a camisa e olhar para o espelho”.
O humorista não teme a reação do "Pânico" caso opte pela desistência. “Tudo é uma questão de conversar e mostrar o que eu estou querendo”, comentou. Mesmo desanimado, ele encontrou um ponto positivo em sua participação na atração. “É uma experiência inusitada. Estou vendo o que a obesidade pode trazer de malefícios. Graças a Deus, o quadro é temporário”. Para o pós-programa, ele também se preocupa: “Ganhar peso é fácil, perder é muito mais difícil”.
Vesgo não pode revelar quantos quilos ganhou. Seu ponto de partida foi 87,9 kg e sua meta era 104 kg. Mesmo seu o número da balança, Vesgo revelou que já aumentou dois números em seu guarda-roupa. “Passei da calça 40 para a 44”.

Foto: Reprodução
Rodrigo Scarpa: antes e depois do regime de engorda
FONTE: http://gente.ig.com.br/tvenovela/depois-de-passar-mal-vesgo-pensa-em-largar-regime-de-engorda/n1597403655802.html?p=0

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CLP realiza Seminário sobre Obesidade no Brasil

A Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados terá nesta quinta-feira, 1º de dezembro, Seminário sobre a Obesidade no Brasil. A intenção é discutir a prevenção, as causas e a qualidade de vida da parcela da população afetada pelo problema bem como englobar entes diversos relacionados à saúde no debate. Além dos deputados da Comissão, estarão presentes especialistas médicos e autoridades no assunto, que abordarão os rumos do tratamento clínico e cirúrgico do problema nos sistemas público e privado de saúde.
Considerada uma epidemia mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade preocupa devido às proporções que pode tomar na vida de quem sofre com ela e dos impeditivos que é capaz de trazer, de acordo com o Deputado Dr. Grilo, relator da Sugestão do Seminário na CLP. “A obesidade exerce influência direta na vida do indivíduo, prejudicando todas as áreas de atuação da pessoa obesa, seja profissionalmente ou nos demais campos do convívio social, gerando frustrações de toda natureza para esses indivíduos e respectivas famílias”, aponta o parlamentar. Dados do Ministério da Saúde dão conta que entre 2006 e 2009, o número de obesos no país subiu de 11,4% para 13,9% enquanto a proporção de pessoas com excesso de peso chegou a 46,6%.
O Seminário pretende analisar a obesidade sob vários pontos de vista, tornando as conclusões mais amplas. Segundo o Núcleo Mineiro de Obesidade (Nuobes), que apresentou a Sugestão, é necessário rediscutir as dimensões da gastroplastia e o acesso à cirurgia pelos obesos em todas as classes econômicas. Os campos da Nutrição, da Educação Física e a própria Vigilância Sanitária foram convidados e devem incluir na pauta a reeducação alimentar, a prática de atividades físicas, a dificuldade de locomoção e a regulamentação do uso de inibidores de apetite.
A participação da Anvisa, inclusive, foi requisitada devido ao ressurgimento do debate acerca dos inibidores de apetite, que tem criado polêmica por conta da última decisão de proibição da comercialização desta modalidade de medicamento no Brasil. O Ministério da Saúde apresentará os números atualizados da obesidade no país e os cuidados e procedimentos que têm sido tomados com a epidemia.
Confira a programação completa no link abaixo:
http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/940996.htm

Projeto prevê atendimento preferencial para pessoas com obesidade mórbida

Agência Brasil Mariana Jungmann
As pessoas com obesidade mórbida, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 e que sofrem de doenças como hipertensão, diabetes e problemas circulatórios, estão mais perto de ter os mesmos direitos concedidos aos idosos, a pessoas com deficiências e mulheres grávidas e lactantes.
De acordo com um projeto de lei aprovado hoje (8) na Comissão de Direitos Humanos do Senado, os obesos mórbidos terão direito a assentos adequados em transportes públicos, condizentes com as suas necessidades. Inicialmente, segundo informações da Agência Senado, o projeto da então senadora Serys Slhessarenko previa o pagamento  de 25% a mais no preço da passagem para quem precisasse de duas cadeiras no transporte público.
Mas, a relatora do texto, senadora Ana Rita (PT-ES) entendeu que as pessoas com esse tipo de doença não têm culpa de sua condição de saúde e não podem ser oneradas por isso, obrigando as companhias responsáveis pelo transporte a arcarem com o custo das cadeiras especiais.
Pelo projeto, os obesos mórbidos também poderão ter direito a preferência no atendimento, como já ocorre atualmente com idosos, pessoas com deficiência e outros grupos que necessitam desse tipo de benefício. Se não houver recursos para que o a matéria seja apreciada no plenário do Senado, ela seguirá para a Câmara dos Deputados.
FONTE:  http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/12/08/projeto-preve-atendimento-preferencial-para-pessoas-com-obesidade-morbida/

Britânico perdeu 250 kg e agora luta para se livrar do excesso de pele

O ex “homem mais gordo do mundo” agora tem outro problema de saúde para resolver. Após uma cirurgia de redução de estômago realizada em 2010, o britânico Paul Mason perdeu 250 quilos, mas continua com o excesso de pele que abrigava toda essa gordura.  Agora, Mason vem brigando para conseguir por meio do sistema público de saúde da Grã-Bretanha uma cirurgia plástica gratuita que resolva a situação e permita que ele volte a conviver na sociedade.
O prazer pela comida acabou se tornando em vício. A quantidade de alimentos ingeridos chegava a 20 mil calorias por dia (quase dez vezes a média recomendada), sendo que o britânico quase atingiu 450 kg de peso. Por conta da obesidade, Mason passou quase uma década vivendo na sua cama e precisando da ajuda de amigos para conseguir se locomover e sobreviver. De acordo com ele, o gasto diário com comida girava em torno de R$ 210, sendo que os alimentos eram entregues na sua residência.
“Você perde o senso do tempo. Por anos eu não conseguia dormir corretamente, porque estava sempre comendo. Eu só pensava em como conseguir comida rapidamente. Eu me assegurava de que tinha chocolate, batata frita e embutidos próximo à minha cama. Cheguei em um estágio de vício,” conta Mason.
A alimentação compulsiva foi impulsionada pelo fim de um relacionamento que durou quatro anos. Na seqüência, seus pais morreram, o que fez com que sua alimentação só piorasse. Hoje, o britânico pesa 190 kg, mas os médicos afirmam que ele precisa chegar a 107 kg para poder fazer a cirurgia plástica.

FONTE: http://www.noticiasbr.com.br/britanico-perdeu-250-kg-e-agora-luta-para-se-livrar-do-excesso-de-pele-32544.html

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Emagrece, Brasil! lança exposição contra a obesidade no SESC Santana

Visitantes poderão conferir trabalhos de grandes infografistas nacionais, em 32 paineis temáticos.

O Emagrece, Brasil!, projeto liderado pelas revistas BOA FORMA e SAÚDE, levará ao SESC Santana, entre os dias 8 e 30/12, a exposição “A obesidade pelo olhar da infografia”, que reuniu trabalhos dos maiores infografistas da Editora Abril para explicar para a população por que o problema da obesidade é tão importante e como pode ser combatido.

Ao todo, são 32 paineis divididos em cinco estações, cada uma delas criada por um grande nome da infografia brasileira, como Luiz Iria, o designer pernambucano Thiago Lira, Erica Onodera, Robson Quinafélix e outros – todos, sem exceção, vencedores do maior prêmio da infografia mundial, o Malofiej, concedido pela Universidade de Navarra, na Espanha.

Por todo o trajeto entre os painéis, os visitantes também encontrarão informações curiosas no chão e terão algumas oportunidades de interatividade.

O projeto

Ao longo deste ano, o Emagrece, Brasil! tem buscado promover mudanças nos hábitos alimentares e físicos dos brasileiros, por meio da divulgação nas multiplataformas de comunicação, com dicas sobre hábitos saudáveis, alimentação balanceada e cuidados com a saúde, visando o combate à obesidade e ao sedentarismo.

Apoiado pelo SESC e pelos Ministérios da Saúde, da Educação e do Esporte e com o patrocínio da Coca-Cola Brasil e apoio da Universidade São Camilo, o Emagrece, Brasil! tem utilizado diversos meios para conscientizar a população, como: manifestos, eventos, sites, redes sociais, ações presenciais, aplicativo e livros, entre outras atividades.

Ainda dá tempo de patrocinar a edição 2012 do projeto. Clique aqui para mais informações. (link para notícia sobre patrocínio)

Exposição “A obesidade pelo olhar da infografia”


Quando: de 08 a 30/12 - Terça a sexta, das 13h às 21h30. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.
Onde: SESC Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana – Jardim São Paulo
Quanto: Gratuito
Informações: (11) 2971-8700 /  www.sescsp.org.br

Discutida a Semana Municipal de Combate à Obesidade

A iniciativa prevê seminários e palestras para conscientização

Com o intuito de aumentar a conscientização e a prevenção da obesidade, na sessão ordinária desta terça-feira (06), foi discutido um projeto de lei de autoria do ex-vereador Moisés Paese/PDT, para instituir, no calendário de eventos do município, a Semana de Conscientização, Prevenção e Combate à Obesidade. As ações ocorreriam no final do mês de outubro.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas está acima do peso hoje, número que pode aumentar em até 50%, no prazo que vai até 2015. Conforme o texto, a consequência direta é o surgimento de doenças cardiovasculares, a principal causa de mortes no mundo.
No Brasil, de acordo com levantamento da Organização Pan-Americana de Saúde, a obesidade infantil avançou, nos últimos 20 anos, em mais de 200%.

FONTE:  http://cm-caxias-do-sul.jusbrasil.com.br/politica/8174630/discutida-a-semana-municipal-de-combate-a-obesidade

Obesidade provoca perda de vasos sanguíneos

Obesidade provoca perda de vasos sanguíneos
Dependendo do excesso de gordura, os microvasos podem entupir e "secar", gerando pane no sistema circulatório, responsável pelo transporte e distribuição do sangue nos tecidos e órgãos. [Imagem: Leandro Vaz/IOC]


Destruição dos vasos sanguíneos
Com informações do IOC/Fiocruz 

A má alimentação combinada com a falta de atividade física regular faz com que os vasos sanguíneos de indivíduos obesos se fechem com o passar dos anos.
O processo pode prosseguir até o desaparecimento parcial desses vasos, comprometendo de forma significativa a microcirculação do fluxo sanguíneo.
Dependendo do excesso de gordura, os microvasos podem entupir e "secar", gerando pane no sistema circulatório responsável pelo transporte e distribuição do sangue nos tecidos e órgãos.
A conclusão é de um estudo realizado em parceria pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Realimentação do sobrepeso
Os resultados apontam que a obesidade traz impactos para a microcirculação sanguínea da pele retroalimentando a própria condição de sobrepeso.
O alvo da investigação foi a epiderme, mais extenso órgão humano. "Verificamos essa condição na pele, que é um marcador sistêmico e que serve como uma espécie de janela para observar o que está acontecendo internamente", afirma Eduardo Tibiriçá, coordenador do estudo.
Esta rarefação microvascular leva à redução do fluxo sanguíneo nos vasos, causando doenças em órgãos essenciais como o coração, o cérebro e os rins. "No pior das hipóteses, ocasiona a apoptose que é a morte celular programada", informa o especialista.
"O mais interessante deste estudo é que essas alterações na microcirculação do sangue estão envolvidas, na origem, no que chamamos de lesões de órgãos-alvo [coração, cérebro e rins], ocasionando complicações nestes órgãos nobres do nosso organismo.
"Esta alteração pode conduzir a uma degeneração, ocasionando insuficiência cardíaca, renal e lesões cerebrais ao longo do tempo. Isto é importante do ponto de vista da prevenção epidemiológica", explica.
Síndrome metabólica
O estudo foi além: comparou os impactos da obesidade sobre a microcirculação vascular entre indivíduos que possuem e indivíduos que não possuem síndrome metabólica.
Considerada um mal moderno, assim como a obesidade, a síndrome metabólica é um quadro causado por uma associação de fatores de risco que incluem obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares.
A circunferência do abdômen é a principal forma de mensuração da síndrome metabólica. Quanto maior a circunferência, maiores as chances do surgimento de doenças cardiovasculares.
"Detectamos que os pacientes obesos que tinham síndrome metabólica possuíam muito mais problemas na microcirculação do que em pessoas obesas sem a síndrome", conta Tibiriçá.
Prevenção em meio a epidemia
O especialista explica que a obesidade é considerada atualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia mundial, incluindo países em desenvolvimento como o Brasil.
Ele afirma ainda que é uma doença associada ao desenvolvimento de outras patologias, tais como doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio), acidente vascular cerebral (derrame) e diabetes.
De acordo com o pesquisador, a rotina de exercícios físicos é fundamental para controle de peso e deve ser mantida para uma melhoria das condições de vida dos indivíduos.
"As recomendações são clássicas e incluem atividade física regular e de intensidade moderada associada a mudanças de hábitos alimentares. É desta forma que se combate o excesso de peso e a obesidade", conclui.

FONTE: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=obesidade-provoca-perda-vasos-sanguineos&id=7215

Menstruação antes dos doze anos aumenta o risco de obesidade

As meninas que têm a primeira menstruação antes dos 12 anos correm risco aumentado de obesas idade na adolescência, segundo estudo conduzido pela Universidade do Minho, em Portugal.
O estudo liderado pela pesquisadora Raquel Leitão aponta ainda que jovens que menstruam precocemente apresentam níveis de gordura corporal elevados desde os sete anos de idade.
A acadêmica é a autora de " A obesidade da infância para a adolescência: um estudo longitudinal em meio escolar" . A pesquisadora observa que, de fato, " o s resultados reforçam a relação entre a idade na primeira menstruação e a gordura corporal, mas não explicam se a obesidade é a causa ou a consequência da maturação sexual precoce".
O estudo revela que a incidência de obesidade no grupo de meninas que teve a menarca em idade precoce (inferior aos 12 anos) foi de 24,1%, resultado superior ao das adolescentes que tiveram a primeira menstruação numa idade dita " normal" (entre os 12 e 13 anos) e tardia (superior a 13 anos).
A idade média da ocorrência na amostra, constituída por 109 meninas nascidas em 1991, foi de 12,2 anos, valor semelhante à generalidade dos países mediterrânicos.
Estes são dados " preocupantes" , pois revelam que a tendência de adiantamento da maturação sexual nas adolescentes parece persistir.
Em Portugal, a média da idade da menarca diminuiu de 15 anos nas meninas nascidas em 1880 para 12,4 anos na década de 80 do século XX.
Raquel Leitão alerta para os riscos da obesidade e da menstruação precoce sobre a saúde.
" Tendo em conta que a obesidade na adolescência tende a persistir na idade adulta e que existem riscos de saúde associados de forma independente à obesidade, à adiposidade centralizada e à menarca precoce, poder-se-á prever consequências adversas para a saúde destes participantes" , a nutricionista que é docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Trajetórias da adiposidade Segundo Raquel Leitão, estas são " evidências claras do quão urgente é necessário prevenir desde cedo o acúmulo excessivo de gordura corporal durante a fase de crescimento" .
A pesquisa teve ainda como objetivo conhecer as trajetórias da adiposidade apresentadas pelas crianças de ambos os sexos durante o período de seis anos avaliado (dos nove aos 15 anos de idade).
Visou também identificar hábitos alimentares, padrões de atividade física e características psicossociais que diferenciem os adolescentes com diferentes trajetórias de adiposidade.
" O que se pretendia era identificar as crianças que desenvolveram obesidade, as que mantiveram esta patologia e ainda as que a reverteram" , explica Raquel Leitão
Os resultados apontam para o fato de os rapazes terem mais facilidade em reverter a obesidade. As meninas mostraram maior vulnerabilidade ao desenvolvimento da patologia e uma grande dificuldade em voltar a um peso normal.

FONTE: http://www.fatimanews.com.br/noticias/menstruacao-antes-dos-doze-anos-aumenta-o-risco-de-obesidade_127336/

Obesidade Infantil e na Adolescência: Como Evitar, Alimentação Adequada


Com as mudanças da vida moderna a obesidade está mais presente, cada vez mais cedo. O alto nível de estresse desencadeado do dia-a-dia corrido faz com que as crianças e adolescentes comam de forma inadequada, compulsivamente e também dêem preferência à refeições rápidas como fast foods que não são nutritivos e sim ricos em gordura. Por essa razão o Tem Dicas trará formas de alimentar-se adequadamente e evitar esse tipo de problema.
A desestruturação familiar contribui para o desequilíbrio emocional e aumento da ansiedade. Dessa forma, a reflexão nas crianças e adolescentes desse tipo de problema é explicitada no aumento constante de peso. A comida passa ser compensação dos problemas, ou seja, tristeza, ansiedade, raiva, angústia são compensados na alimentação errada e compulsiva.
O ritmo cada vez mais acelerado de vida também contribui para que as refeições sejam puladas, ou, substituídas por lanches gordurosos, salgadinhos ou comidas de preparação rápida cheias de gordura e com baixo valor nutricional.

A publicidade contribui e muito para o aumento da obesidade infanto-juvenil, com a tendência ao sedentarismo eles assistem mais televisão e ficam muito tempo no computador fazendo com que tenham contato direto e constante com propagandas de salgadinhos, comidas gordurosas e etc. Instigados pelo consumismo crescente da nossa sociedade acabam por não resistir e sempre serem “seduzidos” e convencidos a adquirir os produtos.





A forma de alimentação correta consiste em comer de três em três horas balanceadamente. O corpo humano necessita de doses diárias de glicose, proteína, carboidratos, fibras, vitaminas, minerais e lipídeos, porém em quantidades diferentes, por esse motivo nós disponibilizaremos um link com uma pirâmide alimentar. Que mostra os alimentos em quantidades que necessitamos.
É indispensável o acompanhamento psicológico terapêutico que é super benéfico, trabalhar os sentimentos e ansiedades diminui a fome e a vontade de comer, que por incrível que pareça são coisas muito diferentes.  Com essas dicas você fica informado e muito mais atento com a saúde de seus filhos e parentes, pois a obesidade infantil e na adolescência pode ser evitada, por isso procure consultar um psicólogo não significa loucura e sim o auxílio profissional de uma pessoa que poderá te aconselhar de forma eficaz.

TemDicas recomenda para você!

 

 

 

 

 

FONTE: http://www.temdicas.com/obesidade-infantil-e-na-adolescencia-como-evitar-alimentacao-adequada/

Tipos de obesidade; Tipos morfológicos; Principais causas da obesidade; Complicações provocadas pela obesidade; Obesidade nas várias etapas da vida

A obesidade é uma doença que se caracteriza pelo excesso de gordura no corpo, devido a um desequilíbrio entre os mecanismos de criação e de destruição das células adiposas.
Consideram-se obesas as pessoas cujo peso ultrapasse em 25% o valor estimado como desejável, no caso das mulheres, e 20%, no caso dos homens. A obesidade está a tornar-se, cada vez mais, um flagelo de saúde pública em todo o Mundo.
De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, uma em cada duas mulheres, um em cada três homens e uma entre cada seis crianças têm problemas de excesso de peso, que geram graves distúrbios de saúde. Nos países industrializados, pelo menos metade dos adultos têm excesso de peso e 15% podem ser considerados obesos.
Tipos morfológicos
A obesidade pode ser generalizada, situação em que o excesso de gordura se encontra distribuído por todo o corpo; ou localizada, quando se engorda mais em determinadas partes do corpo. A gravidade da doença depende quer do grau de excesso de peso quer do tipo de obesidade.
Existem duas morfologias desta doença:
• Obesidade Ginóide - Neste tipo de obesidade, a gordura acumula-se na metade inferior do corpo, nomeadamente nas ancas, nádegas e coxas. Mais frequente nas mulheres, é também conhecida como obesidade em forma de pêra, ou pélvica, pois a cintura mantém-se estreita. Provoca essencialmente problemas nas articulações: coluna, joelhos, tornozelos, etc.
• Obesidade andróide - A gordura deposita-se na metade superior do corpo, sobretudo na região abdominal, e a cintura quase desaparece. Também conhecida como obesidade em forma de maçã, diz-se ser do tipo masculino, pois é mais típica nos homens do que nas mulheres. O tipo andróide é mais prejudicial e pode colocar, inclusive, a vida do doente em perigo. Entre as várias complicações de saúde, destacamos os casos da diabetes, a hipertensão arterial, a hiperlipidémia e as doenças cardiovasculares.
Principais causas da obesidade
A obesidade pode ser originada ou desencadeada por factores internos, conjugados com factores externos:
1. Comer demasiado, em quantidade e em qualidade, para além das necessidades nutricionais do organismo. É a chamada obesidade por hiperfagia.
2. Comer mal, isto é, praticar uma alimentação desequilibrada e de má qualidade; por exemplo, ingerir muitas gorduras e açúcares e abusar do consumo do álcool.
3. Sobrealimentação durante a infância.
4. Tendência para engordar. Pode nascer de uma predisposição genética ou de factores externos - uma alimentação incorrecta e um défice de exercício físico -, ou de ambos.
5. Alterações do ritmo de vida; deixar de fumar, praticar menos exercício físico, etc., mas também o stress, as perturbações emocionais e as carências ou os choques afectivos.
6. Uso de medicamentos. É o caso da maior parte dos anti-depressivos e outros. Em algumas mulheres, a pílula contraceptiva provoca um aumento do peso.
7. Hormonais; embora as doenças endócrinas, que causam obesidade, sejam raras (constituem 5% dos casos) e nunca resultem em casos graves, é de referir o hipotiroidismo.

Complicações provocadas pela obesidade
Se não for tratada no devido tempo, esta doença tem tendência para se tornar crónica e pode, inclusivamente, colocar em perigo a vida do doente. Para além dos problemas já mencionados na obesidade andróide, pode-se ainda referir, como consequências da obesidade, a osteoartrose, a gota, a insuficiência respiratória, a subida dos índices do colesterol, o sentimento constante de cansaço, os cálculos biliares, etc. Diversos estudos referem também uma maior incidência de vários tipos de cancro nos doentes obesos. No homem, existe um risco maior de cancro na próstata, no cólon e no recto. Na mulher, aumenta o risco de cancro nos ovários, na mama ou no colo do útero.
Em conjunto ou em separado, qualquer um destes problemas de saúde é razão mais do que suficiente para começar a fazer exercício físico e a pensar duas vezes antes de preparar as suas refeições e as dos seus filhos.

Obesidade nas várias etapas da vida
A infância
Um dos maiores erros que os pais podem cometer é permitir que os filhos engordem excessivamente.
Em regra, uma criança gordinha será, no futuro, um adulto obeso, com todas as consequências nefastas que daí advêm. Para além dos problemas de saúde, a obesidade infantil pode trazer ainda problemas de índole psicológica, pois a criança vê-se sujeita às críticas dos colegas e sente-se marginalizada por ser diferente das outras crianças.
Uma criança bem alimentada é aquela que tem um peso adequado para a sua idade, sexo e altura. O Ministério da Saúde distribui, gratuitamente, a todas as mães um Boletim de Saúde Infantil e Juvenil. Este boletim, que deve acompanhar os pais em todas as consultas ao pediatra dos filhos, é um instrumento precioso para verificar a evolução da curva de crescimento nos percentis de peso e altura e para controlar, se necessário, quaisquer desvios que possam ocorrer.
Os hábitos alimentares saudáveis criam-se na infância. Por isso, ensine o seu filho a comer de tudo e não apenas aquilo de que gosta e apetece. A pouco e pouco, eduque-lhe o gosto. Habitue-o a comer frutos e legumes e evite dar-lhe gorduras e fritos (as batatas fritas são o eterno problema!), bebidas açucaradas, chocolates, gelados ou outras guloseimas e tente reduzir a quantidade de sal na sua alimentação. Também é muito importante que o faça cumprir os horários das refeições.
Mas é essencial que os pais dêem o exemplo; que eles próprios façam uma alimentação variada e equilibrada e que os estimulem a praticar exercício físico, desde pequeninos.
As actividades conjuntas, mesmo as mais simples, são as que podem trazer mais resultados. Por exemplo: dançar, brincar às escondidas, andar, correr, fazer passeios de bicicleta, etc. A actividade física e o desporto mantêm as crianças ocupadas e ajuda-as a queimar as calorias em excesso. Por outro lado, evite a televisão e o computador e estimule os hábitos de leitura do seu filho.
A adolescência
A adolescência é uma fase de crescimento e de desenvolvimento acelerados, com necessidades bastantes específicas, quer a nível físico quer psicológico. Durante este período, assiste-se a um aumento do ritmo do metabolismo basal, devido às enormes transformações físicas que se vão processando - o crescimento, a maturação sexual, o aumento brusco do tecido muscular, etc.
É a idade da puberdade e, tanto nos rapazes como nas raparigas, o aumento da secreção de hormonas sexuais faz desenvolver as características sexuais secundárias: o ciclo menstrual e a produção de óvulos e de esperma. Por outro lado, há que criar condições para um desenvolvimento psicológico saudável e equilibrado dos jovens.
Neste domínio, há vários aspectos a ter em consideração, nomeadamente, a escola, a ocupação de tempos livres, as amizades, as relações afectivas, o ambiente familiar, etc. Por vezes, qualquer desequilíbrio numa destas áreas é o suficiente para deixar o adolescente frustrado e angustiado, levando-o a compensar as suas carências através da alimentação.
Todas as transformações próprias desta fase reflectem-se, necessariamente, no apetite dos jovens. É nesta etapa da vida que o corpo vai modelar-se e, por isso, uma alimentação adequada é determinante para o seu desenvolvimento. Durante o período da adolescência interessa, mais do que nunca, fazer uma alimentação de qualidade, que seja bastante diversificada e que corresponda ao elevadíssimo nível de exigência do organismo.
É importante que a dieta deve promover o crescimento e não a adiposidade. Se os jovens conseguirem atingir o peso ideal e o mantiverem, então será muito mais fácil evitarem a obesidade na sua vida adulta. Se, pelo contrário, comerem excessivamente, arriscam-se a ganhar peso e, para tentarem reduzi-lo, terão de se submeter, mais cedo ou mais tarde, a um regime alimentar rigoroso. Nunca é de mais realçar que um jovem obeso será, potencialmente, um adulto obeso (estima-se que isto aconteça em cerca de 80% dos casos) e que este tipo de obesidade, tão prolongada no tempo, é muito mais difícil de superar do que as restantes.
Os adolescentes devem, também, ser encorajados a fazer desporto, pois a prática regular de exercício é determinante para garantir uma boa qualidade de vida.
Adulto
Num adulto saudável, do sexo masculino, a gordura deve corresponder a um máximo de 20% do seu corpo. A proporção de gordura, para uma mulher adulta, deve situar-se num máximo de 25%. Se estes valores forem ultrapassados, considera-se que existe excesso de peso.
Durante esta fase da vida, o ideal será manter um peso constante e adequado para a estatura de cada pessoa. Uma alimentação cuidada e a prática de exercício físico previnem das doenças. Um corpo saudável é mais resistente às doenças que vão surgindo na meia-idade. São muitos e variados os factores responsáveis pela obesidade no adulto: vidas profissionais exigentes, que desencadeiam fenómenos de ansiedade e stress inviabilizam refeições tomadas a tempo e horas; o abandono de práticas desportivas; e, ainda, a excessiva sedentarização a que a vida moderna nos habituou.
A gravidez
A mulher deve dar especial atenção à sua alimentação durante a gestação, pois esta é de vital importância para o desenvolvimento do feto. O controlo de peso na gravidez é não só importante e desejável como, também, obrigatório. Geneticamente, aconselha-se um aumento de peso de cerca de nove quilos durante esse período. Se esse aumento for significativamente inferior, corre o risco de ter um bebé com um peso mais baixo do que o que seria desejável; e o contrário (peso a mais) também se aplica. Para além disso, uma dieta alimentar cuidada e equilibrada facilita o parto e permite o nascimento de um bebé mais saudável. Durante o período de gestação, nunca siga uma dieta de emagrecimento. Quer os regimes com poucas calorias quer os que são baixos em hidratos de carbono podem afectar o desenvolvimento do cérebro do feto c provocar defeitos congénitos. De um modo geral, as mulheres que têm grande variação de peso no decorrer da sua vida correm mais riscos de engordar alguns quilos depois do parto. No entanto, com exercícios físicos específicos, todas as mulheres são capazes de recuperar o peso que tinham antes de engravidar.
A terceira idade
Os idosos são mais susceptíveis de sofrer de deficiências alimentares do que os restantes grupos da população, pois o organismo vai ficando debilitado com o passar dos anos. Diversos estudos comprovam que muitas das situações patológicas típicas da terceira idade podem ser precipitadas ou prolongadas por uma nutrição deficiente. Ou seja, uma série de doenças deste grupo etário deriva de erros alimentares graves, decorrentes do passado, que irão reflectir-se em problemas cardíacos, de hipertensão, insuficiência respiratória, doença de Parkinson, diabetes, artrite ou cancro.
Com o envelhecimento, se não tiverem cuidados especiais, as pessoas tendem a engordar. As necessidades de energia do organismo são habitualmente reduzidas, devido a duas ordens de factores: com a crescente inactividade, dá-se um aumento do tecido adiposo, cm detrimento da massa muscular, que fica reduzida; a diminuição do tecido muscular gera, por sua vez, uma redução do índice metabólico basal. A partir dos 70 anos, a taxa metabólica é cerca de quatro vezes inferior à que se tinha aos 20 anos de idade.
Mas, tal como há pessoas que tendem a comer excessivamente em relação às suas necessidades energéticas, também há muitos idosos que sofrem de subnutrição.
Existem razões diversas para isso acontecer: o envelhecimento pode provocar incapacidades físicas, como a artrite e a visão diminuída, que tornam difícil a preparação dos alimentos; a falta de dentes ou as dentaduras desajustadas podem fazer perder o interesse pelos alimentos; a atrofia dos sentidos do paladar e do olfacto podem fazer diminuir o apetite, etc.
Geralmente dá-se um ciclo vicioso e a própria privação dos alimentos também gera falta de apetite.
Para além disso, quando as pessoas são forçadas a tomar doses de medicamentos significativas, para combaterem eventuais doenças, por vezes estes interferem no metabolismo dos diversos nutrientes contidos na alimentação, debilitando mais ainda o organismo já enfraquecido.
Em suma, uma dieta alimentar adequada às necessidades especiais de nutrição dos idosos pode melhorar, substancialmente, a sua qualidade de vida. A prática de actividades físicas (como as caminhadas ao ar livre, por exemplo), consoante as possibilidades e a resistência de cada indivíduo, pode ser extremamente benéfica.
FONTE: http://www.medicoassistente.com/obesidade/obesidade-causas-e-solucoes

Obesidade

Obesidade traz prejuízos à saúde do indivíduo - 06/12/11

(Indique - Contato) Alguns fatores podem predispor a obesidade, entre eles podemos citar a hereditariedade, o ambiente socioeconômico, familiar, individual, a cultura e a educação. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que interferem em sua saúde e nutrição.
Embora todos os fatores citados sejam importantes para verificar os motivos pelo qual o indivíduo esteja obeso, o ganho de peso estará na maior parte dos casos associado ao aumento da ingestão e diminuição do gasto energético. Ou seja, quando consumimos mais calorias do que gastamos ao longo do dia, e também quando aumentamos a quantidade de alimentos consumidos ou quando consumimos alimentos com alto valor calórico.
A alteração nos hábitos alimentares dá-se principalmente pela correria do dia a dia e pelo stress, com isso o costume de sentar-se a mesa dá espaço para as rápidas refeições em fast food com valor calórico superior ao de uma refeição equilibrada. Com o stress as pessoas tendem a descontar o nervosismo em guloseimas, chocolates, refrigerantes, bolachas recheadas, salgadinhos e por aí se estende uma grande lista. As consequências dessa alimentação é o aumento de células adiposas, em outras palavras o excesso de peso e obesidade, podendo agregar doenças como diabetes e colesterol em níveis elevados.
O sedentarismo é outro fator importante quando falamos de obesidade, a inatividade física juntamente com a má alimentação predispõe o aumento de peso, pois voltamos a falar do balanço desequilibrado de ingestão e gasto energético.
Para sair desse quadro e melhorar a qualidade de vida algumas dicas são importantes:
• As dietas restritivas devem ser evitadas, o ideal é a mudança de hábito, ou seja, uma reeducação alimentar para que o resultado seja mantido quando o objetivo final for alcançado;
• Segurar a compulsão é outra dica: procure se alimentar a cada três horas dessa forma você conseguirá controlar as “beliscadas” que normalmente agregam maior valor calórico por se tratar de doces, chocolates e etc;
• Procure não pular as refeições, esse hábito atrapalha quem quer emagrecer;
• Beba bastante água;
• Procure escolher os alimentos de maneira saudável dando preferencia para as hortaliças e legumes, carnes grelhadas e suco de frutas;
• Evite comer assistindo televisão, dessa forma você irá prestar mais atenção na sua refeição e vai mastigar bem os alimentos;
• Evite fazer compras com o estomago vazio, a tendência de comprar guloseimas é maior e evitar ter esses produtos em casa facilitará o seu objetivo.

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Mirian Assis de Moraes
Nutricionista da Massao Drogarias
 
FONTE: http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=2836&num_release=58968&ori=C