José Carlos de Almeida - Projeto Criança em Movimento Obesidade Infantil em Maracaju

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Crianças e adolescentes diabéticos e obesos: o que você tem com isso?



foto: Divulgação
foto: Divulgação
Será que as pessoas tornam-se diabéticas inexoravelmente quando têm uma tendência para tal? Será possível evitar "essa tragédia"?
Atualmente, as estatísticas revelam que já contamos com 300 milhões de diabéticos em todo o mundo e podemos chegar a 380 milhões nos próximos 15 anos, se nenhuma atitude eficiente for tomada.
No dia 14 de novembro, o mundo inteiro é chamado a participar de uma campanha de educação em prol da prevenção da doença. Todos os anos, desde 1991, celebramos, nesta data, o Dia Mundial do Diabetes, criado com o desafio de conscientizar pacientes e familiares, médicos e profissionais de saúde, governos e sociedade civil sobre a doença e a melhor forma de enfrentá-la. 
“Enfrentar o diabetes não é fácil. Quando estamos diante de um paciente adulto com o diagnóstico de uma doença crônica como o diabetes, tudo o que enxergamos é medo. Medo de não saber o que fazer e de não saber lidar com esta doença tão debilitante. Imagine então quando o diagnóstico de diabetes é dado a uma criança. Pais, irmãos, avós, professores, profissionais de saúde e todos os que cercam este paciente também são desafiados a enfrentar a doença. A batalha contra o diabetes infantil não é fácil”, afirma o pediatra Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).
E além de não ser fácil, a batalha contra “o diabetes de adulto” ou diabetes tipo 2  em crianças parece estar sendo perdida. Nos últimos anos, como nunca antes registrado na história da humanidade, houve um aumento de mais de 1000% em pacientes com diabetes tipo 2 em crianças durante as últimas duas décadas:
·       Há quinze anos, 3% dos novos casos de diabetes em crianças eram do tipo 2. Agora, a taxa é de 50%;
 
·       40% das crianças estão acima do peso e 2 milhões são obesos mórbidos, excedendo em 99% o percentual de peso adequado;
 
·       Quase todos os 2 milhões de crianças morbidamente obesas têm ou pré-diabetes ou diabetes. 

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine descobriu que os medicamentos utilizados para manter a glicemia sob controle em crianças e adolescentes (10 a 17 anos) não funcionam e nem mesmo as recomendações gerais de mudanças no estilo de vida são de muita ajuda para tratar o diabetes tipo 2 em crianças. Além disso, a doença é mais rapidamente progressiva e agressiva em crianças. Crianças que ainda nem aprenderam a importância de tomar um medicamento agora estão enfrentando injeções diárias de insulina. Crianças pobres e as minorias são mais fortemente atingidas pelo mal.
“Será que realmente podemos pensar que medicar pode ser mais eficaz do que livrarmos crianças e adolescentes de uma dieta ruim? Será que podemos considerar apropriado que 26% dos brasileiros afirmem consumir refrigerante por pelo menos 05 vezes por semana e que apenas 22,7% da população ingere a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções de frutas, legumes e verduras ao dia, conforme aponta a pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico)?”, questiona o pediatra.
Se medicar for o caminho, é preciso lembrar que uma das drogas utilizadas no estudo publicado no New England Journal of Medicine tem sido responsável por mais de 200.000 mortes por ataques cardíacos desde que foi introduzida no mercado em 1999.  O FDA (Food and Drug Administration) restringiu o seu uso nos Estados Unidos. Deveríamos estar usando isso nas crianças?
“Começar a fazer uso da insulina mais cedo não traz qualquer benefício ou qualquer sentido também. Introduzir a insulina no tratamento dos diabéticos é um campo minado, que leva a uma cascata de aumento de ganho de peso, de pressão alta e de colesterol alto. O açúcar no sangue é reduzido, mas tudo que pode agravar o estado de saúde de um diabético fica pior”, explica Moises Chencinski.
Doenças do adulto são agora comuns em crianças. Mas não devemos aceitar isso. São gastroenterologistas tratando de pacientes com pouquíssima idade com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) causada por anos de ingestão de refrigerantes. São aumentos de mais de 50% nos acidentes vasculares cerebrais em crianças com idades entre5 e 14 anos (American Stroke Association). Agora, estamos vendo ataques cardíacos em adolescentes e pacientes com 20 anos de idade que necessitam de cirurgia cardíaca por causa da obesidade e do diabetes que entopem suas artérias.
Para enfrentar o diabetes tipo 2
O diabetes tipo 2 é uma doença que é quase 100% evitável e reversível. Mas isso não vai ser resolvido no consultório médico, na clínica ou no hospital. A doença tem que ser tratada onde ela começa: em casa, na comunidade, na sociedade, em nossas políticas públicas e em nossas práticas da indústria.
“Esta é uma doença social, por isso precisamos de uma cura social. O  estudo deveria servir como um alerta social. Uma sirene estridente à insanidade da nossa abordagem médica atual sobre a obesidade e o diabetes tipo 2, tanto para crianças, quanto para adultos”, observa o médico.
Quando uma criança com 5 anos de idade tem doença hepática gordurosa não alcoólica e uma de 8 anos tem um acidente vascular cerebral, isto não é uma questão de escolha pessoal, ou melhor, de medicação. Agora, que os cientistas provaram que o fast food e o açúcar são biologicamente viciantes, não podemos culpar o indivíduo ou a família. Um viciado em heroína pode simplesmente cortar o seu vício, sem auxílio?
“Precisamos de uma chamada enorme para a ação, uma campanha multifacetada coordenada nacionalmente. Precisamos que a presidenta Dilma e todas as demais autoridades públicas realmente preocupadas com a saúde infantil se comprometam diante do povo que irão acabar com o diabetes tipo 2 até o final desta década, como fizeram com a desnutrição infantil, anteriormente”, diz o pediatra.
Além disso, a indústria de alimentos deve ser responsabilizada. Mudanças políticas simples poderiam ter um impacto enorme. A indústria alimentícia tenta nos convencer de que todas as calorias são as mesmas: que um lanche de cenouras ou de flocos de milho industrializados é o mesmo, desde que eles tenham 100 calorias cada. A ciência prova o contrário. As calorias provindas do açúcar agem de maneira diferente no corpo para a condução da biologia do diabetes. E as cenouras não são viciantes, mas o açúcar é. Não podemos ignorar ou aceitar isso por mais tempo...
“A indústria de alimentos culpa a vítima e nos diz que estamos apenas preguiçosos e que tudo é culpa do nosso estilo de vida sedentário. Coma o que quiser, somos informados, mas exercite-se mais! Você teria que praticar muito mais exercícios físicos para queimar todas as calorias vazias de uma refeição inapropriada. Essa estratégia não vai funcionar. Mover-se é importante, mas mudar o ambiente alimentar é mais importante ainda”, alerta Moises Chencinski.
A longo prazo, o Brasil, que está despontando como uma liderança mundial, precisa ter consciência social que a obesidade infantil e o diabetes tipo 2 também afetarão  a sua competitividade econômica global, porque as disparidades de saúde levam a uma diferença de desempenho. “Conforme o tamanho da cintura das nossas crianças e adolescentes cresce, encolhe o poder de seus cérebros”, observa o médico.
Precisamos de ação e políticas de apoio às comunidades saudáveis, uma vez que o governo, empresas e instituições de saúde não nos apresentam soluções. Há coisas que podem ser feitas. Precisamos de um movimento popular e de políticas e programas de governo que possam mudar o ambiente em que vivemos hoje para que nossos filhos tenham a oportunidade de ter uma vida feliz, bem sucedida e saudável. “Crianças com obesidade e diabetes vivem vidas ‘mais pobres’, com menos qualidade, muitas vezes, não terminam a escola e ganham muito menos do que suas contrapartes saudáveis”, destaca o pediatra.
Para isso, é preciso uma única abordagem que funcione com todas as suas forças, visando eliminar a obesidade e o diabetes em crianças simultaneamente, em casa, na escola, nos bairros e em comunidades locais, nos meios de comunicação, na regulação corporativa e nas políticas governamentais que promovam a saúde, em vez da doença.
“Neste Dia Mundial do Diabetes, o mais importante é que cada um reflita: o que você está fazendo em sua casa, na sua família, em sua escola e na sua comunidade para acabar com o ataque à saúde de nossas crianças e ao futuro da nossa nação? Nós temos o poder de tomar de volta a nossa saúde. Ele começa com pequenas escolhas, ação local e política. E devemos fazê-lo por nossa causa, por causa dos nossos filhos e dos nossos pacientes”, defende Moises Chencinski.

› FONTE: Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde

Michelle Obama escolhe empresa portuguesa para luta contra obesidade infantil


Nutri Ventures
A Nutri Ventures chegou aos EUA
D.R.
19/09/2013 | 18:58 | Dinheiro Vivo
Os fundadores da Nutri Ventures, Rodrigo Carvalho e Rui Lima Miranda, estiveram ontem na Casa Branca com Michelle Obama, a primeira dama dos Estados Unidos, numa reunião sobre marketing alimentar. A empresa portuguesa é a criadora de uma série de animação com o mesmo nome, que incentiva as crianças a terem hábitos saudáveis. 
Estiveram presentes na reunião cerca de 20 empresas dos sectores do retalho, média e entretenimento, entre as quais Burger King, Coca-Cola, Disney, Kelloggs, Mars e Walmart. A Nutri Ventures foi a única empresa estrangeira presente . 

"The White House Convening on Food Market to Children" foi a primeira reunião de trabalho realizada na Casa Branca sobre a importância do marketing alimentar no combate à obesidade infantil, uma área que Michelle Obama elegeu como prioridade. Na reunião, foram discutidas e apresentadas boas práticas para atrair crianças para produtos alimentares saudáveis. Michelle Obama solicitou às empresas que trabalhem em conjunto na promoção dos hábitos de vida saudáveis junto das crianças. 

Rui Lima Miranda diz que o convite da Casa Branca surpreendeu a empresa e considerou esta participação no evento "um marco."

"Com a Nutri Ventures, tivemos a oportunidade de mostrar como o entretenimento pode ser um poderoso aliado nesta causa. Continuaremos empenhados nesta missão e já estamos a preparar a próxima reunião de trabalho com a equipa da Michelle Obama", revela Rodrigo Carvalho.

Sancionado projeto de lei que institui realização de exames de prevenção de obesidade infantil

O vereador Alan Queiroz (PSDB) teve mais um projeto de lei sancionado pelo executivo que beneficia a população de Porto Velho.
O vereador Alan Queiroz (PSDB) teve mais um projeto de lei sancionado pelo executivo que beneficia a população de Porto Velho. Trata-se da Lei nº 2.067/2013 que dispõe sobre a realização de exames de prevenção e diagnóstico de obesidade infantil e doenças relacionadas em crianças do ensino fundamental e dá outras providências.

O objetivo da Lei é diagnosticar e prevenir a Obesidade Infantil e doenças relacionadas a ela, tais como: Diabetes, Hipertensão, Colesterol e Doenças Cardiovasculares. De acordo com o texto, o Poder Executivo está autorizado a firmar convênios em laboratórios de análises clínicas e faculdades ligadas à área de saúde do Município de Porto Velho, como enfermagem e nutrição, para realização de todos os exames de diagnósticos e prevenção, os exames deverão ser realizados nas escolas públicas municipais de ensino fundamental em todos os alunos, independentemente do peso da criança.

De acordo com o vereador Alan Queiroz o aumento de peso na idade infantil é um grande desafio, pois se trata de um vasto problema em que suas causas e efeitos podem estar relacionados em todos os aspectos de uma sociedade, seja ele, econômico, social ou educacional. “Hoje, a obesidade infantil transformou-se num problema sério de saúde, numa epidemia que se alastra e já atinge parte expressiva da população nessa faixa de idade. As causas são muitas, mas pesam os hábitos alimentares baseados no fast food, salgadinhos e guloseimas e as horas passadas em frente da televisão, computador ou jogando videogame.

A nossa preocupação não é com a estética. Muitas crianças com excesso de peso apresentam alterações nos níveis de colesterol, são descriminadas pelos amigos e alvo de brincadeiras de mau gosto. O controle da obesidade infantil começa em casa, com refeições balanceadas, estímulo à atividade física e mudança dos hábitos alimentares de toda a família” finaliza Alan Queiroz.

Obesidade infantil aumenta quatro vezes a chance de hipertensão na vida adulta


medindo_pressao (Foto: shutterstock)





Se o seu filho está acima do peso, é hora de mudar a rotina e garantir mais saúde para a família. Um estudo feito por pesquisadores do Riley Hospital for Children, da Universidade de Indiana (EUA), mostrou que a obesidade infantil pode aumentar as chances de hipertensão quando as crianças atingem a idade adulta.
A pesquisa começou em 1986, quando os cientistas começaram a acompanhar o desenvolvimento de mais de 1.100 crianças e adolescentes saudáveis. Eles verificaram peso, altura e pressão arterial de todas elas duas vezes por ano. Passados 27 anos, os investigadores descobriram que 68% dos jovens estavam com peso normal, 16% estavam com sobrepeso e os outros 16% se tornaram obesos. Dos 1.100 participantes, 119 foram diagnosticados com hipertensão. Desses 26% eram obesos, 14% tinham sobrepeso e apenas 6%, peso normal. Os resultados mostram que a obesidade infantil aumenta em quatro vezes as chances de hipertensão na vida adulta.
Estudos mostram que a prevalência de pressão alta entre crianças está aumentando. Uma pesquisa publicada no jornal científico da Associação Americana do Coração comparou um grupo de 3.248 crianças e adolescentes examinados no início da década de 90 e outro grupo de 8.388 crianças examinadas ao longo dos anos 2000. Entre os meninos, a incidência de pressão alta passou de 15,8% para 19,2%. Já entre as meninas, a porcentagem aumentou de 8,2% para 12,6%.
Outro dado preocupante da pesquisa é que, nos dois grupos, mais de 80% dos pacientes consumiam mais de 2,3 g de sal diariamente – a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de até 2 g. O consumo excessivo de sódio contribui para o aumento da pressão.
De acordo com Vera Koch, nefrologista pediátrica e membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão, o aumento dos problemas de pressão em crianças está diretamente relacionado ao sobrepeso e à obesidade infantil. “Nessa população, temos visto não só a hipertensão, mas outras alterações graves no metabolismo, como gordura no sangue, resistência periférica a insulina (o primeiro passo para a diabetes tipo II) e alterações na função renal. O fato de a criança estar obesa coloca todo o organismo em desequilíbrio”, diz. Por conta disso, problemas que antes só eram coisa de adulto começam a aparecer em crianças e adolescentes.
Portanto, para frear esse aumento de pressão alta e tantas outras doenças que começam a dar as caras nos consultórios pediátricos, seria preciso, em primeiro lugar, resolver a obesidade infantil. Como? Bom, você já sabe: oferecendo alimentação balanceada e oportunidades de praticar exercícios. Para as mães que trabalham ou moram em grandes centros urbanos, que raramente oferecem bons lugares para a criança brincar e correr de forma segura, o desafio é um pouco maior. Mas não impossível! Separamos algumas dicas para ajudar você nessa batalha:
O papel da escola

Não importa se o seu filho estuda em uma instituição privada ou pública. É lá que ele vai passar boa parte do dia, o que significa fazer pelo menos uma refeição. Por isso, é dever da escola oferecer uma merenda saudável, que exclua alimentos gordurosos, industrializados ou muito salgados e inclua opções de carboidratos, proteínas, legumes, verduras e frutas. A cantina também precisa ter opções saudáveis e incentivar seu consumo - não adianta nada a maçã ficar escondida no fundo do balcão. Se isso não acontece, você pode (e deve) conversar com a coordenação. O mesmo vale para educação física: a disciplina é componente curricular obrigatório na educação básica.

Mexa-se!

O senso comum diz e pesquisas já comprovaram que o incentivo à atividade física começa pelo exemplo dos pais. Uma dica é fazer isso de forma descontraída, como passear de bicicleta aos finais de semana ou ir andando para a escola, caso ela fique a uma distância razoável da sua casa. Se seu filho gosta de natação, por exemplo, tente encontrar uma academia onde ele possa nadar e você consiga tirar pelo menos meia hora para fazer um exercício também.

Maneire no sal

Brasileiros têm o hábito de cozinhar com muito sal. Assim, fique de olho na quantidade que você coloca no preparo da comida da sua família, o que deve começar desde a primeira papinha. Nesta, aliás, você nem precisa acrescentar sal se não quiser, basta apostar em temperos, como salsinha, manjericão e cebolinha, para realçar o sabor.

Evite industrializados e fast food

Calma, não estamos falando que você precisa banir esses alimentos da sua casa. Mas reduzir seu consumo já é um bom começo. Restringir refrigerante só para os finais de semana, fazer sucos naturais em casa sempre que possível (os de caixinha costumam ter muito açúcar), diminuir o consumo de congelados são atitudes possíveis. Pense bem: uma massa fresca demora quase o mesmo tempo para cozinhar que um macarrão instantâneo e um molho feito na hora é muito mais saudável do que aquele tempero em pó.

Disponibilize alimentos saudáveis

Ofereça mais variedades de legumes, verduras e frutas na sua casa. Deixe também esses alimentos mais atrativos: você pode montar desenhos com eles antes de servir ao seu filho. Levar a criança ao supermercado ou à feira, para que ela escolha o que mais lhe apetece, também vai deixar os alimentos muito mais interessantes.

HIPERTENSÃO
DOENÇA SILENCIOSA
A hipertensão costuma ser uma doença silenciosa. No caso de crianças, é muito difícil que algum sintoma se manifeste. Por isso, é importante sempre aferir a pressão nas consultas de rotina depois que seu filho completar 3 anos. Antes disso, de acordo com a pediatra Maria Cristina de Andrade, do Hospital Infantil Sabará (SP), só se a criança for cardiopata, tiver ficado em UTI neonatal ou apresentar histórico de hipertensão e doenças renais na família. Para realizar a medição corretamente, a criança precisa estar tranquila, com a bexiga vazia e não ter usado medicamentos ou ingerido alimentos com cafeína, que alteram a pressão.

TRATAMENTO
Assim que a causa da alteração na pressão for identificada, é preciso tratá-la. “A longo prazo, a hipertensão vai lesando todos os órgãos”, afirma Maria Cristina. Se o problema for o excesso de peso, na maioria dos casos é possível reverter o quadro com uma dieta equilibrada e atividades físicas na rotina. Os filhos de pais ou avós hipertensos precisam de um cuidado extra com os hábitos de vida, já que têm mais predisposição a ter pressão alta. Mas a regra é a mesma para todas as crianças: alimentação saudável, atividade física e controle de peso.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Filhos de mães obesas têm mais risco de morte prematura

Crianças têm 35% mais risco de morrer prematuramente na idade adulta, segundo estudo 

Ronaldo Schemidt/AFP
Obesidade
Obesidade:adultos nascidos de mães obesas têm 42% mais chances de ser hospitalizados por problemas cardiovasculares
Paris - Os filhos de mães obesas têm 35% mais risco de morrer prematuramente na idade adulta, revela um estudo publicado nesta quarta-feira pelo British Medical Journal (BMJ), que alerta sobre a crescente epidemia de obesidade.
Os pesquisadores analisaram na Escócia 37.709 filhos de 28.540 mulheres nascidos entre 1950 e 1976.
Durante o estudo, estas pessoas tinham entre 34 e 61 anos, e 6.551 já haviam morrido, por diferentes causas.
No momento de dar à luz, 21% das mães tinham sobrepeso (índice de massa corporal - IMC - entre 25 e 29,9) e 4% eram obesas (IMC igual ou superior a 30).
Segundo os pesquisadores, o risco de morte prematura aumenta em 35% entre os adultos nascidos de mães obesas e em 11% no caso de mães com sobrepeso em relação ao grupo nascido de mães com peso normal.
Os adultos nascidos de mães obesas têm 42% mais probabilidade de ser hospitalizados por problemas cardiovasculares que os demais, destaca o estudo.
"É necessário se criar urgentemente estratégias de intervenção para controlar o peso antes da gravidez", advertem os autores, lembrando que uma a cada cinco mulheres grávidas na Grã-Bretanha são obesas.
Nos Estados Unidos, cerca de 64% das mulheres em idade fértil têm sobrepeso, incluindo 35% obesas, e a tendência é similar na Europa.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 1,4 bilhão de pessoas maiores de 20 anos tinham sobrepeso em 2008, incluindo 300 milhões de mulheres e 200 milhões de homens obesos.
Os casos de obesidade têm se multiplicado em escala mundial desde 1980, quando o percentual de mulheres obesas na hora do parto era de 4%, lembra a professora Rebecca Reynolds, autora do estudo.

Riscos de doenças ligadas à obesidade podem ser herdados de avó, diz estudo

Cientistas escoceses constataram 'salto de geração' de problemas de saúde em camundongos.
Um estudo realizado por cientistas britânicos descobriu que os netos podem herdar de suas avós problemas de saúde ligados à obesidade, como cardiopatias e diabetes, mesmo que suas mães não apresentem indícios de tais doenças.
A obesidade é um problema que afeta vários países do mundo. No Reino Unido, a proporção de pessoas obesas em relação à população total já é a maior de toda a história. Derrame e diversos tipos de câncer estão entre os riscos dos problemas de saúde associados ao ganho de peso, dizem especialistas.
A obesidade moderada ocorre quando o indivíduo tem Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 34,9. O IMC é calculado dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado.
Primeira geração
O estudo, da Universidade de Edimburgo, foi realizado com camundongos fêmeas com obesidade moderada, alimentadas com uma dieta rica em gordura e açúcar antes e durante a gravidez.
Os cientistas concluíram que os riscos da obesidade eram passados para a segunda geração da prole, ao passo que não constataram nenhum dos efeitos negativos do sobrepeso na primeira geração dos rebentos.
Eles não souberam, no entanto, esclarecer os motivos pelos quais isso acontece. Entre as hipóteses, estão as diferenças no ganho de peso ou a alimentação com um determinado tipo de comida durante a gravidez.
Os cientistas acrescentaram que ainda estão estudando os efeitos da pesquisa em humanos. Segundo eles, os experimentos são desafiadores, mas possíveis. Segundo Amanda Drake, da Universidade de Edimburgo, "dado o aumento da obesidade no mundo, é vital entender como as gerações futuras podem ser afetadas por isso".
"Estudos realizados futuramente podem analisar essas tendências em humanos, mas precisariam levar em conta fatores genéticos, ambientais, sociais e culturais".
O estudo, publicado na revista científica Endocrinology, foi financiada por uma instituição de caridade que se volta para pesquisas sobre a saúde das grávidas.
Netos poderiam herdar problemas de saúde ligados à obesidade de avós (Foto: AFP/BBC)Netos poderiam herdar problemas de saúde ligados à obesidade de avós (Foto: AFP/BBC)

Estresse, alimentação, obesidade e cigarro podem influenciar fertilidade

Ter filho não é tarefa fácil: exige cuidados intensos desde o primeiro mês de gestação até, pelo menos, os 18 anos de idade. Alimentação, educação, saúde e vestuário são itens imprescindíveis que os pais devem levar em conta no planejamento familiar.

Mas, muitas vezes, o problema começa bem antes disso – na hora de engravidar. O casal decide que quer ter um bebê, mas não consegue. A ansiedade e o excesso de expectativa atrapalham demais nessa hora. Em vários casos, o único problema do homem e da mulher é psicológico, e não falta de fertilidade.
O ginecologista e consultor José Bento esteve presente no Bem Estar desta sexta-feira (26) para explicar como fatores como estresse, alimentação, obesidade e cigarro podem influenciar na capacidade de concepção. Ao lado dele, o urologista Sandro Esteves comentou as diferenças entre a fertilidade masculina e a feminina.
fertilidade (Foto: Arte/G1)

Os médicos citaram os exames que devem ser feitos e as vacinas que precisam ser tomadas por ambos os pais antes da gravidez. Os especialistas também explicaram como funciona o método Billings, usado para avaliar o muco cervical da mulher.
José Bento recomendou a quem quer ter filhos os três Ps: paciência, perseverança e persistência. Em um mês, segundo ele, as chances de uma mulher normal engravidar varia de 15% a 18%. A partir do 10º dia do ciclo menstrual, já pode haver mais chances de uma fecundação.
A pílula, segundo o ginecologista, não prejudica a fertilidade, e protege a mulher de doenças como endometriose, infecções e cistos no ovário. Além disso, José Bento disse que ter miomas no útero pode impedir a gravidez, dependendo do tamanho e da localização do tumor.
Estresse
O estresse, a pressão e a ansiedade reduzem a testosterona entre os homens, que perdem a libido e complicam a dinâmica do casal. A pressão de ter um filho também atrapalha e aí não só a pressão do casal, mas a da família também.
Obesidade
Está cientificamente comprovado que o excesso de peso diminui a fertilidade. Hoje no Brasil, 50% dos homens em idade reprodutiva estão com sobrepeso e 31% estão obesos. Se o ritmo continuar dessa forma, o país alcançará os EUA, onde metade dos homens em idade reprodutiva é obesa.
A perda da fertilidade entre os obesos está associada à leptina, hormônio produzido pelas células de gordura. Ele pode aumentar a temperatura dos testículos, que precisam estar cerca de 2° C abaixo da temperatura corporal para funcionar. Com esse aquecimento, a produção de espermatozoides fica prejudicada.
Cigarro
As milhares de toxinas presentes no cigarro provocam uma reação de defesa do organismo. O sangue aumenta a produção de glóbulos brancos, que vão para órgãos como pulmão, estômago, intestino e testículos.
Esses leucócitos chegam aos testículos e fabricam os chamados radicais livres, com a intenção de combater as toxinas. Isso afeta o sêmem e destrói os espermatozoides, que são células sem muitas defesas.
Alimentação 
Uma dieta equilibrada é fundamental para a saúde e também para a reprodução humana. É importante ter no cardápio todos os tipos de alimentos, além dos que têm função antioxidante, essenciais para combater os radicais livres e preservar a fertilidade.
Frutas vermelhas (morango, uva e tomate), vegetais verde-escuros (rúcula, agrião, brócolis e manjericão) e mamão papaia são ótimas opções.
Exames pré-nupciais
Homens
- Exame de sangue: com sorologia para testar HIV, hepatites B e C e sífilis
- Espermograma: pode ser um indicador de fertilidade, pois mostra a quantidade e a qualidade de sêmen
Mulheres
- Exame de sangue: com sorologia para testar HIV, hepatites B e C, toxoplasmose e sífilis, além de rubéola, que pode gerar má formação no feto
- Exame de fezes: é um bom teste para checar se a mulher tem verminoses
- Exame de urina: a infecção urinária é um problema para quem quer engravidar, porque pode reduzir a fertilidade e até indicar problemas maiores
- Ultrassom dos ovários e do útero: é importante para saber se a mulher tem ovário policístico, mioma, pólipo, endometriose ou alguma alteração anatômica do útero. Ele deve ser feito até o terceiro dia do ciclo menstrual. Esse exame também pode checar a contagem dos folículos, essenciais para a gestação. Se o número estiver menor que seis, é um sinal de que a reserva de óvulos está baixa
Método de ovulação Billings
É uma técnica natural para observar a fertilidade da mulher, por meio do muco cervical. Quando o muco está escorregadio, a chance de concepção é maior. O último dia em que o muco está presente indica o ápice de fertilidade do ciclo menstrual. O método serve tanto para quem quer engravidar quanto para quem não quer.
Ao longo do mês, a mulher percebe um corrimento maior na vulva. O pico de ovulação dura de 3 a 6 dias.
Vantagens
- Ajuda a mulher a conhecer melhor o funcionamento do próprio corpo
- Incentiva o casal a dialogar
- Educa o homem a ter co-responsabilidade
Dicas
- Evitar relação sexual nos dias de forte sangramento da menstruação
- No caso de a mulher não querer engravidar, fazer sexo apenas no período pré-ovulatório e em dias alternados
- Quando a mulher chega ao ápice da ovulação, fica mais lubrificada. Quem quer ter filho deve esperar quatro dias para voltar a ter contato genital e relações

Obesidade na gravidez relacionada com morte prematura

Obesidade na gravidez relacionada com morte prematura
Fotografia © Sérgio Freitas/Global Imagens
Um estudo escocês revelou que obesidade durante a gravidez está associada a mortes prematuras na idade adulta. O estudo alerta que é urgentemente necessário estratégias para controlar peso antes da gestação.
Os adultos, cujas mães eram obesas durante a gravidez, têm mais probabilidades de morrer prematuramente devido a problemas cardiovasculares.
Segundo o estudo publicado na revista científica British Medical Journal, os adultos cujas mães estavam obesas durante a gravidez têm 35% mais riscos de morrer antes dos 55 anos.
A investigação contou com a participação de 28.540 mulheres que registaram o peso na primeira consulta pré-natal e os seus 37.709 filhos, actualmente com idades entre os 34 e 61 anos.
No momento do parto, 21% das mães tinham excesso de peso (índice de massa corporal - IMC - entre 25 e 29,9) e 4% eram obesas (IMC igual ou superior a 30).
Entre os 37.709 filhos, houve 6551 mortes por diferentes causas, as principais foram doenças cardiovasculares e cancro. No entanto, e segundo a pesquisa, o risco de morte prematura devido a doenças cardiovasculares foi 35% mais nas pessoas cujas mães estavam obesas na gravidez.

Não existe quantidade segura de refrigerante para a criança tomar

Segunda, 12 de Agosto de 2013 - 08:38
Fonte: Portal Uol
Refrigerante à mesa. Apenas um copo em cada refeição não deve fazer mal, não é mesmo? Engano! O consumo diário dessa bebida por crianças está entre os fatores causadores da obesidade infantil. No Brasil, uma em cada três crianças está acima do peso, ou o equivalente a 48,5% do total de crianças, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
 
A bebida adocicada, que borbulha na boca e tem diferentes cores, atrai a garotada, seja em casa, na cantina da escola ou nas festas de aniversário. Mas, afinal de contas, o que é o refrigerante? É uma água açucarada, com gás, xarope e várias outras substâncias artificiais, como corante e aroma, que não trazem nenhum benefício nutricional para o organismo.
 
Os especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos nesta reportagem dividem a mesma opinião. "Não há uma indicação de quantidade recomendada, simplesmente, porque ela não deve fazer parte do cardápio nem da rotina das crianças. Quanto menos ingerir, melhor", declara o pediatra e nutrólogo Fábio Ancona Lopez, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
 
Mas vetar completamente a bebida não é a maneira mais eficaz de brecar o consumo desenfreado. O hábito de beber refrigerante está ligado à educação nutricional. O primeiro passo está na conscientização e no exemplo dos pais.
 
"As crianças aprendem por imitação. Elas gravam tudo e gostam de se comportar como os pais, ou seja, se os adultos consomem muito refrigerante, é bem provável que a criança também venha a consumir, por isso a educação nutricional desde cedo é importante", afirma Maria Edna de Melo, endocrinologista e diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
 
Caloria vazia
 
A única função nutricional do refrigerante é fornecer energia para o organismo, o que não é suficiente para que se recomende seu consumo. Frutas, verduras e legumes são fontes de energia e, ao mesmo tempo, possuem nutrientes essenciais ao desenvolvimento das crianças.
 
"Quando o refrigerante ganha espaço na alimentação, a criança come menos por conta do gás. Ela também deixa de beber leite, importante fonte de cálcio, e outras bebidas saudáveis, como sucos naturais, chá e até mesmo água", afirma a nutricionista do Hospital das Clínicas Rosana Tumas.

Pular o café da manhã aumenta risco de infarto, obesidade, colesterol alto e outros problemas

Parece controverso, mas pular o café da manhã pode acabar aumentando o peso
Pular o café da manhã aumenta risco de infarto, obesidade, colesterol alto e outros problemas
Pular o café da manhã pode aumentar o risco de ataque cardíaco ou morrer de doença coronária em 27%. Tal hábito é muito comum em fumantes, jovens solteiros que não tem tempo de fazer a comida, pessoas menos ativas fisicamente ou que consomem álcool e acordam de ressaca.

Essas taxas de ataque cardíaco se devem ao aumento do risco de obesidade, pressão alta, colesterol e diabetes, fatores que influenciam diretamente na saúde do coração. Parece controverso, mas é verdade. Jejum prolongado pode ocasionar o efeito inverso da perda de peso e acabar em uma obesidade.
Quando estamos em jejum, o nosso organismo percebe que não está sendo alimentado com as energias dos alimentos, ele entende então que será preciso economizar earmazenar energia em forma de gordura para outros momentos em que tenha necessidade (funções vitais do corpo: respiração, coração, cérebro). Com isso, o metabolismo fica mais lento.
Pessoas que passam longos períodos de jejum acabam ingerindo mais tarde uma maior quantidade de calorias, sobrecarregando uma única refeição, tendo como consequência o aumento do peso, o que é mais um motivo para fazer o café da manhã todos os dias, pois irá auxiliar no controle do apetite, diminuindo a ocorrência de uma compulsão alimentar.
Outra consequência é a hipoglicemia, que pode causar dor de cabeça e mau humor. Vale lembrar que o café da manhã também deve ser de qualidade. Não ache que coxinha com refrigerante um desjejum saudável.
Outra dica importante: não coma exageradamente antes de dormir, pois também influencia bastante no aumento do risco de doenças cardiovasculares. Por isso que existe o ditado: "tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo".

Jeferson Machado Santos.
CRF-SE: 658.

FONTE: http://www.itnet.com.br/saudelegal-21483