Por Carla Moura
Obesidade não escolhe idade e nem classe social, e crianças já começam a sofrer com esse mal do século
Antigamente o termo obesidade não era muito comum na sociedade, pois o que preocupava o mundo era o problema da subdesnutrição.
Atualmente após o avanço da tecnologia utilizada pelas indústrias
alimentícias que apresentaram a população uma diversidade nos produtos,
lhes proporcionando o aumento de consumo de alimentos não saudáveis, é o
que tem preocupado a Organização Mundial da Saúde (OMS) devido o alto
índice de pessoas com sobrepeso e obesas, que atinge todas as classes
sociais.
Mas, afinal qual é a diferença de sobrepeso e obesidade?
O sobrepeso é quando a pessoa apresenta um excesso de peso previsto
para o sexo, altura e idade, de acordo com os padrões populacionais de
crescimento, e representa o risco do individuo tornar – se obeso.
A obesidade é ocasionada pelo acúmulo de gordura, que aumenta a massa
corpórea, fazendo com que a pessoa além de apresentar peso acima do
ideal, também desenvolva doenças como: problemas cardíacos, diabetes,
trombose, hipertensão, apnéia, esteatose hepática, depressão, asma,
colesterol alto, alguns tipos de câncer (como por exemplo, o câncer de
mama e do endométrio), morte prematura, e no caso das mulheres obesas
problemas de infertilidade e gravidez de risco.
De acordo com a pesquisa realizada em 2010 pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil apresenta um aumento do
percentual de crianças com sobrepeso e obesidade.
Crianças na faixa etária de5 a9 anos os meninos apresentaram um
sobpreso de 34,8% e as meninas 32%. A obesidade nessa idade foi
constatada nos meninos 16,6% e nas meninas 11,8%.
Entre as crianças a partir de 10 anos e os jovens de até 19 anos, os
meninos atinge 21,7% de sobrepeso e 5,9% de obesidade. As meninas nessa
mesma faixa etária mostravam 15,4% de excesso de peso e 4,2% de
obesidade.
Segundo levantamentos do Ministério da Saúde em 2011, metade da
população adulta 48,1% estava acima do peso e 15% estavam obesos. Cinco
anos atrás, o país apresentava 42,7% adultos com sobpreso e 11,4% com
obesidade.
De acordo com o Ministério da Saúde o aumento da obesidade é
conseqüência das mudanças ocorridas nos padrões de alimentação e a falta
de atividades física da população.
Informações da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) realizada com
dados de 2008/2009 revelam que a população tem substituído o arroz,
feijão e hortaliças por bebidas e alimentos industrializados, gerando o
aumento na densidade energética das refeições e padrões de alimentação
capazes de alterar atutorregulação do balanço energético dos indivíduos,
e com isso aumentar o risco do desenvolvimento da obesidade.
No Brasil o Ministério da Saúde preocupado com o crescimento da
obsidade, criou alguns projetos para ajudar na erradicação da mesma
como: o programa de Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN),
que tem como objetivo de garantir a qualidade dos alimentos colocados
para consumo no país.
Para realizar um bom trabalho a PNAN segue as seguintes diretrizes:
- Estímulo às ações intersetoriais com vistas ao acesso universal aos alimentos;
- Garantia da segurança e da qualidade dos alimentos e da prestação de serviços neste contexto;
- Monitoramento da situação alimentar e nutricional;
- Promoção de práticas alimentares e estilos de vida saudáveis;
- Prevenção e controle dos distúrbios nutricionais e de doenças associadas à alimentação e nutrição;
- Promoção do desenvolvimento de linhas de investigação;
- E desenvolvimento e capacitação de recursos humanos.
Em 2006 O Ministério da Saúde lançou o Guia Alimentar para a
População Brasileira. Este foi o primeiro guia desenvolvido para
orientação oficial para gestores, profissionais de saúde e população
sobre alimentação saudável;
O Ministério da Saúde também em parceria com o Ministério da Educação
lançaram em 2007 o Programa Saúde na Escola, que são desenvolvidas por
equipes de saúde da família ligadas à unidade de Saúde Básica (UBS), que
tem como intuito examinar as crianças e desenvolver práticas educativas
de promoção, prevenção e avaliação das condições da saúde.
Além, desses projetos o Sistema Único de Saúde (SUS) possui
profissionais de nutrição e educação física para atender e orientar os
usuários desse programa.
Como prevenir a obesidade
- Faça diversas refeições diariamente para maior sensação de saciedade e melhorar o funcionamento do organismo;
- Consuma mais hortaliças, leguminosas, frutas e alimentos integrais e alimentos de fontes minerais, fibras e vitaminas;
- Evite beber ou diminua o consumo de refrigerantes e de bebidas alcoólicas, substituindo – as por água e sucos naturais;
- Evite consumir frituras, carne vermelha, doces, salgadinhos e alimentos ricos em gordura saturada;
- Pratique exercícios físicos para maior gasto de energia e para auxílio da eliminação de peso, e controle da saúde. (correr, caminhar, dançar, jogar vôlei, musculação para fortalecer os músculos, entre outros);
Calcule o seu IMC e descubra se está obeso
O Índice de Massa Corporal (IMC) é o método usado para a pessoa saber
se está abaixo do peso, no peso ideal, acima do peso ou obeso.
Para fazer o cálculo do IMC basta dividir seu peso em quilogramas
pela altura ao quadrado (em metros). O número que será gerado deve ser
comparado aos valores da tabela IMC.
Formula: IMC: peso ÷ pela altura ao quadrado
Tabela utilizada pela Organização Mundial da Saúde
|
RESULTADO
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SITUAÇÃO
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| Abaixo de 17 | Muito abaixo do peso |
| Entre 17 e 18,49 | Abaixo do peso |
| Entre 18,5 e 24,99 | Peso normal |
| 25 e 29,99 | Acima do peso |
| Entre 30 e 34,99 | Obesidade I |
| Entre 35 e 39,99 | Obesidade II (serera |
| Acima de 40 | Obesidade III (mórbida) |
Tratamento para obesidade
O método utilizado para o tratamento da obesidade
depende de alguns fatores: nível da obesidade, condição geral da saúde
do paciente; motivação da pessoa para perder peso e histórico familiar.
O tratamento para combater a obesidade deve sempre ser realizado por
um profissional, que vai orientar o paciente a fazer uma dieta de baixa
calorias corretamente, juntamente com a modificação comportamental e
atividades físicas.
O uso de medicamentos para tratar a obesidade é indicado para o
paciente, quando o mesmo não consegue atingir o seu objetivo somente
mudando o seu estilo de vida.
Em alguns casos de obesidade severa, a cirurgia para redução de estômago (bariátrica) pode ser recomendada.
Matéria publicada no Jornal Vale Vivo
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