José Carlos de Almeida - Projeto Criança em Movimento Obesidade Infantil em Maracaju: “Um grande passo foi dado” no combate à obesidade infantil

segunda-feira, 14 de maio de 2012

“Um grande passo foi dado” no combate à obesidade infantil

Estudo aponta que a prevalência de excesso de peso diminuiu

2012-05-10
Por Susana Lage
Ana Rito
Ana Rito
A obesidade infantil apresenta-se como um dos mais sérios problemas de saúde pública, quer no espaço Europeu quer no resto do mundo. No entanto, boas notícias começam a surgir no horizonte. De acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde/Europa, ontem apresentado em Lisboa, a prevalência de baixo peso tem aumentado e, por outro lado, a prevalência de excesso de peso e de obesidade diminuido.


Os resultados desta que foi a 2ª fase do projecto «Childhood Obesity Surveillance Iniative» (COSI Portugal) e que avaliou durante o ano lectivo 2009/2010 mais de quatro mil crianças dos 6 aos 8 anos de 181 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico português,apontam que 30,2 por cento das crianças apresentou excesso de peso, sendo 14,3 por cento obesas.
“Comparando estes dados com os registados na primeira fase (2008), a prevalência de baixo peso aumentou de 2,1 por cento para 2,6 por cento (2010) e, por outro lado, a prevalência de excesso de peso e de obesidade diminuiu de 32,2 por cento para 30,2 por cento e de 14,6 por cento para 14,3 por cento, respetivamente”, explicou Ana Rito ao Ciência Hoje.

Segundo a investigadora responsável pelo estudo, “um grande passo foi dado nos últimos dois anos e houve uma melhoria significativa” ainda que, sendo um estudo epidemiológico desenvolvido em três fases, seja necessário terminá-lo e ao mesmo tempo estar alerta e acompanhar a evolução dos dados.

O COSI-Portugal, que conta com coordenação científica do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e que é desenvolvido em parceria com a Plataforma de Luta Contra a Obesidade da Direção-Geral da Saúde (DGS), “permite uma leitura actualizada e permanente e contribui para a tomada de decisão politica a nível regional e local da forma mais adequada possível”, afirma Ana Rito.

“Trata-se de um sistema de vigilância único e o maior da Europa que produz dados comparáveis (baseados na qualidade e rigor) entre países da Europa e que permite a monitorização da obesidade infantil a cada 2-3 anos”, acrescenta. 
FONTE: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54130&op=all

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